quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Manifestação da Greve Geral: 7 arguidos, 15 detidos para identificação e 48 feridos

O balanço da manifestação dá conta de sete manifestantes detidos (já constiuídos arguidos) pelo crime de desobediência, que serão presentes amanhã em tribunal. As autoridades registaram ainda 48 feridos - 21 elementos da PSP e 27 manifestantes. A polícia deteve também para identificação 15 jovens junto à estação dos comboios do Cais do Sodré, após a segunda carga de hoje sobre os manifestantes, que tinham sido repelidos da praça junto ao Parlamento.

Passavam poucos minutos das 19:30 quando agentes à paisana detiveram para identificação os jovens, de ambos os sexos, tendo alguns sido algemados.

A ação da polícia foi realizada com a cobertura de carrinhas do Corpo de Intervenção e de brigadas de intervenção rápida, que se encontravam na faixa destinada aos transportes públicos da avenida 24 de Julho, junto à estação de comboios da linha de Cascais, onde se refugiaram alguns manifestantes.

A polícia realizou revistas e sete ficaram algemados no passeio.

Nas ruas adjacentes à avenida D. Carlos I registaram-se pequenas escaramuças entre manifestantes e polícias, continuando o arremesso de pedras contra os agentes da PSP.

Os pequenos incêndios na via pública foram extintos pelos bombeiros com a proteção da polícia.

Numa fuga desordenada e perseguidos pelas forças de segurança, os manifestantes saíram da avenida D. Carlos I em direção à avenida 24 de julho correndo entre os carros que circulavam nas faixas de rodagem.

Os manifestantes acabaram por encontrar refúgio nas estações de comboios e do Metro no Cais do Sodré.

O corpo de intervenção da PSP fez vários disparos no final da Avenida D. Carlos I , em Lisboa, para dispersar os manifestantes que ai se tinha concentrado depois de terem sido afastados do largo junto ao Parlamento. Os manifestantes estavam cerca das 19:20 a dispersar pela Avenida de Ceuta em direção ao Cais do Sodré. Segundo o DN apurou, a polícia está à procura de manifestantes no Cais do Sodré e na zona da Avenida 24 de Julho.

Os disparos foram feitos pelo corpo de intervenção e ainda por outros agentes que se encontravam em dois carros policiais junto à avendia 24 de julho.

Depois de a polícia ter dispersado os manifestantes que se concentraram durante horas junto à escadaria da Assembleia da República, arremessando pedras e outros objetos contra os agentes, a multidão encaminhou-se para avenida D. Carlos I, artéria de Lisboa onde foram incendiados vários caixotes do lixo e vidrões.

Os sapadores de Bombeiros de Lisboa foram apagando os fogos ateados por manifestantes a vários vidrões e caixotes do lixo da avenida D. Carlos I, sob a proteção de elementos do corpo de intervenção da PSP.

Carga policial às 18:20

A polícia iniciou cerca das 18:20 uma carga contra os manifestantes que se encontram junto à Assembleia da República, utilizando bastões e cães para afastar as pessoas da escadaria. Os elementos do corpo de intervenção da PSP, depois de ter avisado por megafone os manifestantes para dispersarem, desceram as escadas e avançaram com bastões para os manifestantes que atiravam pedras da calçada contra as forças policiais desde as 17:00. Depois da carga policial, numa das ruas adjacentes ao Parlamento, foram incendiados contentores do lixo.

Em resultado dos confrontos houve várias detenções e vários feridos, entre polícias e manifestantes estando neste momento varias artérias daquela zona de Lisboa cortadas.

Segundo o subcomissário Jairo Campos, porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa, a carga policial sobre os manifestantes ocorreu devido ao constante arremesso de pedras contra os elementos do corpo de intervenção.

Adiantou que a carga policial foi "a medida mais adequada para poder por termo á integridade física dos agentes que estavam na primeira linha e que foram provocados durante 45 minutos"

A PSP ainda não tem o balanço do número de detidos e de feridos, estando ainda a apurar esses dados. Segundo a PSP, várias ambulâncias do INEM estão a caminho do hospital.

O subcomissário Jairo Campos disse que após a carga policial os ânimos ficaram mais calmos.

Ainda segundo o subcomissário antes da carga policial, a PSP advertiu os manifestantes que a carga ia acontecer e momentos depois lançou três bombas de indicação de desordem pública.

Os agentes policiais avançaram em direção aos manifestantes dispersando-os em poucos minutos. As pessoas fugiram para as ruas em redor do Parlamento.

Em algumas dessas ruas foi ateado fogo a contentores do lixo que continuam a arder. Na avenida D.Carlos I há vários caixotes do lixo e vidrões em chamas.

Os manifestantes concentraram-se no final da avenida já perto do largo de Santos, junto ao Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa.

Ânimos exaltaram-se às 17:00

Durante a tarde os manifestantes concentrados à frente da Assembleia da República derrubaram as barreiras de proteção colocadas junto à escadaria e arremessaram objetos, incluindo pedras da calçada e balões cheios de tinta, para a polícia.

Os ânimos exaltaram-se cerca das 17:00 depois de terminada a manifestação da CGTP, tendo os manifestantes escrito no chão palavras de ordem e gritado "os ladrões estão lá dentro, a polícia está cá fora".

Depois de derrubadas as barreiras os manifestantes conseguiram subir sete ou oito degraus da escadaria, mas a PSP reforçou de imediato o policiamento com elementos do corpo de Intervenção e do grupo cinotécnico (agente e cão), formando duas barreiras de proteção.

Contudo, os manifestantes tentaram furar o cordão policial ao mesmo tempo que eram arremessadas pedras e garrafas contra os elementos do corpo de intervenção.

Algumas das pedras arremessadas pelos manifestantes fizeram ricochete nos escudos da polícia acabando por atingir algumas das pessoas que se manifestam junto à Assembleia da República.

Durante estes incidentes foram ouvidos alguns petardos.

A polícia tem respondido com bastonadas para afastar os manifestantes que se encontram na primeira linha. A meio da escadaria está um elemento da polícia a filmar a manifestação, concentrando-se na zona de onde são atiradas as pedras e garrafas.

Fonte: DN.PT



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