
"Pela minha parte, estou aqui com a mesma energia de sempre. Só preciso de saber uma coisa: Está o Partido Socialista comigo?". À pergunta de Sócrates feita na recta final do seu discurso no congresso do PS. Seguiu-se um apoio incondicional traduzido em aplausos.
Segui-se a resposta do líder do PS. "Pois se é assim; quero dar-vos uma certeza: A de que lutarei ao vosso lado com energia para defender todos os portugueses". Este remate foi preparado num discurso intenso, onde não faltaram críticas à oposição pela situação em que Portugal se encontra e onde Sócrates afirmou não recear ir a votos. Eu não tenho medo das eleições. Eu confio no julgamento dos portugueses e lutarei com alegria pela vitória do PS." A afirmação é de José Sócrates, no decorrer do congresso do PS, após saudar a reeleição de Almeida Santo como presidente do partido.
No entender do líder do PS, "mergulhar o Pais nesta crise política foi uma tremenda irresponsabilidade". O País precisa de olhar com olhos de ver para tudo que aconteceu nestas últimas semanas. E Sócrates recorda o que aconteceu: "Em apenas 15, Portugal foi arrastado para uma situação grave, a tal ponto que se viu obrigado a pedir ajuda externa." E lembra que Portugal estava a fazer um grande esforço, é verdade. Mas que o "País, suportando todas as dificuldades estava a saber dar respostas".
Sócrates diz ainda que o País inteiro estava a travar a batalha pela confiança junto das organizações internacionais. "Foi para que Portugal pudesse vencer essa batalha que o Governo apresentou o PEC4. Esse PEC era absolutamente necessário. Aquele programa de medidas significava confiança. E na própria noite em que conseguimos esse voto de confiança em Bruxelas, de que é que se lembraram os partidos da oposição? Foi a de abrir uma crise política".
No início do seu discurso, Sócrates saudou Almeida Santos: "É uma grande honra para mim e todo o PS poder contar consigo. Poder contar com sua magistratura. Poder contar com a sua inteligência. Poder contar com a sua sabedoria. Mas sobretudo contar com a sua dedicação e lealdade. Tudo isso faz de si uma referência cívica." Sócrates dirigiu-se depois aos portugueses, agradeceu aos seus camaradas de partido. "Agradeço o vosso muito claro e expressivo voto de confiança para a eleição de secretário-geral"
Choveram depois críticas a PSD, recordando os inúmeros líderes que já lhe conheceu. "Talvez fosse melhor o cargo de líder do PSD fosse rotativo, para acalmar o ânsia de poder. Mas no partido deles que façam o que quiserem. Eles escolhem lá os seus líderes, nós escolhemos os nossos." Perante isto, agradeceu aos seu partido o voto de confiança. "Mas agradeço mais: o apoio firme que o PS sempre me deu ao longo destes anos. Agradeço a vossa força e solidariedade sincera e as vossa palavras de ânimo e estímulo", frisou. Sócrates disse ainda que o que faz de si o líder com coragem, que dizem ser, o deve ao PS. "Sei que eu devo muito à coragem do PS que nunca virou a cara à luta. Este partido foi capaz de pôr de lado os seus interesses eleitorais para correr todos os riscos para servir os portugueses e Portugal". Para José Sócrates, "é uma honra liderar este partido e merecer a vossa confiança. Eu não viro a cara às responsabilidades".

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