segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ajuda Externa: Ana Gomes "vexada" com declarações de Olli Rehn

Ana Gomes reiterou a "magistratura de influência" que Cavaco Silva deve exercer
A eurodeputada socialista criticou hoje o "empurrar" de responsabilidades em relação à negociação da ajuda externa e não gostou do alerta do comissário europeu para não se discutir o tema na praça pública.

"O espectáculo que se deu nos últimos dias com declarações tristes de uns e outros a empurrarem para A, B e C as responsabilidades que têm de ser do Governo, na negociação, no plano externo, e que têm de implicar uma total transparência no abrir do jogo com a oposição para que os partidos se comprometam e co-responsabilizem", afirmou à chegada à Exponor, Matosinhos, onde hoje termina o XVII Congresso do PS.

Sublinhando que as condições em que Portugal vai negociar a ajuda externa "são muito piores do que as que existiam", a eurodeputada socialista defendeu que um "compromisso nacional é absolutamente indispensável" para que o empréstimo chegue a Portugal rapidamente, até porque as negociação começam "na próxima semana".

Por isso mesmo, Ana Gomes manifestou-se "vexada" e "preocupada" com as declarações do comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, que no sábado disse que "para o bem de Portugal e para o bem da Europa" preferia "não ter de dialogar na praça pública todos os dias com os dirigentes" de Portugal.

"Ontem [sábado] fiquei extremamente preocupada e vexada com as declarações que o comissário Olli Rehn fez na sequência das declarações do Presidente da República", afirmou Ana Gomes, reiterando a "magistratura de influência" que Cavaco Silva deve exercer "para fazer as cabeças juntarem-se e chegarem a um entendimento e um compromisso nacional".

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