Pedro Passos Coelho defendeu um plafonamento na Segurança Social, introduzindo o sector privado na gestão das reformas mais altas.
O líder do PSD participou esta manhã no Fórum TSF, onde disse que "o Governo fez uma reforma incompleta da segurança social", embora "no sentido correcto" ao introduzir o factor de sustentabilidade.
Porém, sublinhou, "há muitas pessoas que auferem reformas desproporcionadas aos descontos que fez no passado".
Razão por que defende que exista "limitação maior para as reformas mais elevadas, de forma a que o Estado não possa assegurar uma reforma acima de determinado valor".
Passos lembrou que "em Espanha o Estado não pode assegurar a ninguém mais do 2500 euros" - entrando a partir daí os descontos para o sector privado - e diz que "no futuro vamos ter que encontrar uma solução parecida com esta."
Pedro Passos Coelho afirmou que a margem negocial do País para discutir com a 'troika' é muito pequena e insistiu na necessidade de garantir alguma flexibilidade nas negociações.
Defendeu ainda que "a austeridade não pode ser para as pessoas, agora tem de ser para o Estado, que precisa de emagrecer".
O líder dos PSD, que participou no Fórum da TSF ao mesmo tempo que uma equipa do partido - formada pelos economistas Eduardo Catrogra, Abel Mateus e Carlos Moedas - se reunia com a 'troika' do FMI, BCE e Comissão Europeia, reafirmou ainda que Portugal deveria ter pedido ajuda há mais tempo.
"Espero que o Governo que sair das eleições possa aproveitar esta oportunidade para tirar o país desta recessão e abrir uma perspectiva de crescimento e oportunidade para o país", afirmou.
Fonte: DN.PT

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