
A anfitriã Argentina, de Lionel Messi, foi eliminada ontem da Copa América, ao cair nos quartos-de-final, face ao Uruguai, na "lotaria" das grandes penalidades, depois de a Colômbia, de Falcão, ter sido eliminada pelo Peru.
O "astro" do FC Barcelona tentou tudo, mas, como titulou o diário desportivo argentino Olé, "nem Messi pôde salvar a Argentina" e evitar o "fracasso nacional", num embate em que o guarda-redes uruguaio Fernando Muslera foi a grande figura.
O jogador da Lázio de Roma deteve, no desempate (5-4), o pontapé de Carlos Tevez, depois de já ter sido um "gigante" durante aos 120 minutos (1-1), com uma série de intervenções tão espectaculares como decisivas.
"O grupo demonstrou coesão e o Muslera está a fazer um campeonato bárbaro. Teve de suportar as críticas depois do Mundial (2010) e hoje fez uma grande exibição", disse o portista Álvaro Pereira (saiu aos 110 minutos), que foi titular no Uruguai, tal como o benfiquista Maxi Pereira.
A Argentina criou mais e melhores oportunidades, mas só conseguiu marcar um golo, não tendo aproveitado a vantagem numérica de que beneficiou entre os 38 e os 83 minutos, altura das expulsões de Diego Perez e Mascherano, respectivamente.
Os uruguaios marcaram cedo, aos cinco minutos, graças, precisamente, a Diego Perez, na sequência de uma dos muitos livres que os argentinos "ofereceram", quase sempre após faltas escusadas dos centrais Burdisso e Gabi Milito.
A Argentina não demorou, no entanto, a chegar à igualdade, o que aconteceu aos 17 minutos, quando Messi recebeu a bola na direita, fletiu ligeiramente para o meio e colocou a bola milimetricamente na cabeça de Higuain.
O conjunto da casa assumiu quase sempre o comando do encontro, mais ainda após a expulsão de Diego Perez, que não se cansou de fazer faltas desde o início do jogo e poderia ter visto o vermelho direto logo aos três minutos.
Mas, os anfitriões não conseguiram tirar partido da vantagem numérica até ao intervalo, nem na segunda parte, em que entraram sem grande vontade de arriscar, convencidos de que o golo acabaria por aparecer.
Por mérito de Muslera, que considerou ter feito a exibição "sonhada", e algum azar à mistura, a Argentina não marcou e, aos 83 minutos, Mascherano também foi expulso, por um falta que não justificava segundo amarelo.
O Uruguai passou a acreditar mais e poderia ter resolvido antes do prolongamento, nomeadamente por Forlan, mas o "duelo" só se decidiu nas grandes penalidades: Messi foi o primeiro a marcar e indicou o caminho, mas, ao terceiro pontapé, Tevez não o seguiu e a Argentina está fora.
"A palavra fracasso é muito forte, até porque a equipa não jogou bem", disse o selecionador argentino, que inocentou Messi: "Esteve à altura e fez 30 minutos excecionais, mas, colectivamente, as coisas não saíram como pensávamos".
A Argentina foi eliminada, no que foi a segunda surpresa dos "quartos", que começaram com o triunfo por 2-0, após prolongamento, do Peru sobre a Colômbia, que pagou caro as oportunidades perdidas.
Neste aspecto, destaque para o portista Falcao, que falhou uma grande penalidade (66 minutos), sendo que o seu companheiro de equipa Guarin também esteve muito perto de marcar, ao atirar à barra em "cima" dos 90 minutos.
A Colômbia não aproveitou e, no prolongamento, Lobatón e Vargas qualificaram o Peru, que contou durante os 120 minutos com o central "leonino" Alberto Rodriguez, que só falhou ao cometer, escusamente, o penalti: foi salvo por Falcao.
Os quartos de final da edição 2011 da Copa América fecham hoje, com os embates Brasil-Paraguai e Chile-Venezuela.
Fonte: DN.PT
Fonte: DN.PT

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