domingo, 31 de julho de 2011

Pessoas que moram perto do Equador têm cérebro e olhos menores

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Pesquisa da Universidade de Oxford concluiu que pessoas que vivem mais longe da Linha do Equador tendem a ter olhos e cérebros maiores do que as que moram mais próximo. A justificativa para tal evolução vem do fato de que os níveis de luz são muito menores nas altas latitudes. 

Os antropólogos ingleses estudaram 55 crânios, datados do século 19, que representavam doze populações diferentes ao redor do mundo. Eles mediram a órbita ocular e o volume do cérebro e compararam essas medidas com as latitudes do país de origem de cada indivíduo. O resultado mostrou uma significante correlação entre os dados.

Os maiores cérebros analisados no estudo originavam dos países da Escandinávia, situada no norte da Europa. Já as pessoas da Micronésia – região muito próxima à Linha do Equador – apresentaram os menores. Cérebros maiores, porém, não se relacionam necessariamente com inteligência, mas podem ajudar, por exemplo, a lidar melhor com condições de pouca luz causadas por céus nublados e longos invernos. 

Em outros animais, a comparação provocou os mesmos resultados. Pássaros com olhos relativamente maiores são os primeiros a cantar de madrugada com pouca luz, e os primatas com essas mesmas características são os que se alimentam durante a noite.

Fonte: Revista Galileu

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