
Saiba quais os cuidados a ter quando vai iniciar o seu investimento em livros.
Tal como qualquer outra aposta, investir em livros tem as suas particularidades. O Diário Económico deixa-lhe cinco dicas para que possa rentabilizar o seu investimento da melhor forma.
1. Primeiras edições
Para quem queira comprar livros com a preocupação de valorizar o investimento, deve optar pela compra de primeiras edições. Por exemplo: uma primeira edição de uma obra de Camilo Castelo Branco pode chegar a valer até 400 euros. Já uma segunda edição da mesma obra não vai além dos 20 euros.
2. Estado de conservação
Como em todos os investimentos alternativos, sejam eles obras de arte, relógios ou moedas, também nos livros o estado de conservação é um factor importante para a sua valorização.
Por isso é essencial que a obra esteja completa, sem páginas arrancadas, sem manchas e que a encadernação seja a original. O mesmo vale para quando vende. Conserve da melhor forma a obra que tem em seu poder, para que ela não deixe de valorizar dentro do seu armário.
3. Dedicatória do autor
Dedicatórias do autor e autógrafos também fazem subir o preço e o valor dos livros. Em declarações anteriores ao Diário Económico, Pedro Teixeira da Mota, colaborador do Palácio do Correio Velho para a área de livros, referia o exemplo de Fernando Pessoa: "Uma dedicatória deste escritor poderá ter uma influência de 500 a 700 euros na cotação de uma primeira edição de um dos seus livros". Num dos últimos leilões realizados no Palácio do Correio Velho, um exemplar da ‘Mensagem' com uma dedicatória do Pessoa estava avaliada em 5.000 euros.
4. Encadernações
As encadernações são outro dos factores a ter em conta. "Há livros que valem sobretudo pela riqueza das suas encadernações, mais do que pelo conteúdo do próprio livro", garante um especialista contactado pelo Diário Económico. Isso torna-se sobretudo visível nos livros antigos com encadernações trabalhadas e/ou feitas a ouro. O valor dispara se se tratam de edições dos séculos XV e XVI, sobretudo se forem famoso encadernador português Frederico de Almeida.
5. Raridade
O mercado dos livros não escapa à lei dos mercados e da procura e da oferta. Quanto menor for a oferta e maior for a procura de um determinado livro, maior a sua cotação. Ou seja, os livros dos quais se conhecem poucos exemplares, podem atingir preços astronómicos. É o caso de uma primeira edição de "Os Lusíadas", que pela sua raridade pode atingir os 250 mil euros.
Fonte: Económico
Fonte: Económico

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