
O director-geral do FMI diz que o País tem de provar aos credores que está a adoptar as medidas necessárias para consolidar as contas.
Em entrevista conjunta ao El País, The Washington Post e La Repubblica, Dominique Strauss-Kahn descarta um pedido de ajuda externa por parte de Espanha e aconselha Portugal a convencer os credores que está no caminho certo para equilibrar as finanças.
"A situação está nas mãos do Governo português. Mas na minha opinião, o cenário em Portugal não é tão fácil como o de Espanha, tudo dependerá da forma como evoluir a situação do mercado em Portugal, se necessitam de pedir empréstimo ou não (...) Está nas mãos do Governo português. Tem que mostrar aos credores que estão a tomar as medidas adequadas", afirmou Dominique Strauss-Kahn frisando que "Portugal está numa situação muito complicada".
Pelo contrário, "Espanha não precisa de ser resgatada", disse, sublinhando que "as políticas lançadas pelo Governo espanhol, tanto no aspecto orçamental, como na reforma das pensões, do mercado de trabalho e da banca são as correctas".
"No caso de Espanha e do Governo espanhol, tomaram medidas. No caso do Governo português, tem que mostrar que medidas quer tomar e se são de confiança", frisou.
As declarações de Strauss-Kahn surgem numa altura em que poderá estar iminente uma ajuda intercalar a Portugal.
O Diário Económico avança hoje que o Governo português tem estabelecido contactos com as autoridades europeias, a nível técnico, nos últimos dias com vista a procurar soluções no quadro europeu que permitam ao País enfrentar a etapa de refinanciamento de Junho, num contexto em que o mercado está a fechar portas à banca. Mas, de acordo com várias fontes de organismos europeus, sem a capacidade do Executivo aplicar novas medidas, que sirvam de condicionalidade, a procura de empréstimos bilaterais é a única solução imediata que permite dar cobro às necessidades da economia até à tomada de posse do novo Governo no final de Junho.

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