quarta-feira, 20 de abril de 2011

Juro: Spreads para compra de casa disparam com entrada do FMI

Dez dos maiores bancos que operam em Portugal agravaram este mês o ‘spread’ cobrado aos clientes que pedem crédito à habitação.

Abril marca o antes e o depois na história de Portugal, onde nem o mercado do crédito à habitação ficou imune. Os ‘spreads' cobrados pelos maiores bancos a operar no mercado nacional dispararam já este mês e vão continuar a aumentar. As instituições estão a reflectir nos clientes a impossibilidade de recorrerem a financiamento no mercado externo, fruto dos sucessivos cortes de ‘rating' após o estalar da crise política e pedido de ajuda externa. O potencial de subida dos ‘spreads' a curto e médio prazo vai depender, segundo os economistas contactados, da evolução do custo do financiamento nos mercados e dos termos do acordo do resgate a Portugal, sobretudo, das exigências feitas pela ‘troika' à banca.

De acordo com os preçários das 12 instituições analisadas - CGD, BCP, BES, BPI, Santander Totta, Montepio Geral, Barclays, Banif, Crédito Agrícola, Banco Popular, Deutsche Bank e BBVA -, a média do ‘spread' mínimo cobrado é agora de 1,55%, o que compara com 1,51% no início do mês. Para os clientes com maior perfil de risco, o custo médio aumentou de 4,35% para 4,67%.

Apesar das actualizações de preços terem sido efectuadas no decorrer deste mês, o destaque recai no BCP, no Santander, no Banif e no BBVA, cujos ‘spreads' aumentaram após o pedido de auxílio externo, formalizado a 6 de Abril.

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