quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Alemanha recusa voltar a discutir ajuda à Grécia

O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Guido Westerwelle, afirmou esta quarta-feira que o plano europeu de resgate à Grécia não poderá objecto de novas negociações.

"Todo este programa, a que chegámos na passada semana, não poderá voltar à mesa negocial", disse o ministro alemão, em visita à Turquia, dois dias depois do primeiro-ministro da Grécia ter anunciado a realização de um referendo sobre o plano de resgate ao País.   
O primeiro-ministro grego, George Papandreou, anunciou na segunda-feira que o resultado do referendo será vinculativo e que, se os gregos rejeitarem o acordo de resgate a que os 17 países da zona euro chegaram na passada semana, Atenas seguirá a vontade dos eleitores.  
"Já provámos a solidariedade no seio da União Europeia (UE), mas fazemos nossa a ideia de que cada país na UE tem que fazer o que deve, o que quer dizer que são necessárias reformas", acrescentou Westerwelle, em declarações aos jornalistas à margem de uma conferência internacional sobre o Afeganistão. 
"Estamos determinados a encontrar uma solução. Não reste qualquer dúvida que faremos tudo o que pudermos", disse, no entanto, Westerwelle.  
O referendo deverá decorrer em Dezembro, admitiu já o ministro do Interior grego.   
Os principais dirigentes europeus e o Fundo Monetário Internacional chamaram Papandreou a Cannes, a cidade francesa do sul de França onde decorre, na quinta e na sexta-feira, a cimeira do G20, grupo que integra as 20 maiores economias mundiais.   
Segundo as agências de notícias internacionais, dirigentes como o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, deverão tentar demonstrar a Papandreou os riscos de uma possível saída da Grécia da Zona Euro.

Fonte: Correio da Manhã

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