quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Troika admite redução de salários no privado como no público

A 'troika' defendeu hoje que o sector privado siga o exemplo do sector público e aplique reduções salariais. E também alertou para um peso dos salários da Função Pública, cujo número de trabalhadores "é muito alto".

"A fim de melhorar a competitividade dos custos da mão-de-obra, os salários do sector privado deverão seguir o exemplo do sector público e aplicar reduções sustentadas", diz o comunicado da missão conjunta da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional entregue aos jornalistas.

O representante da Comissão Europeia, Jürgen Kröger, tinha antes afirmado que os salários dos trabalhadores das empresas privadas acabarão por ser reduzidos por efeito do que está a acontecer no sector público. E afirmou ainda que a Função Pública tem demasiados trabalhadores.

"A contaminação do sector privado pelo público claro que é óbvia", disse Jürgen Kröger, quando questionado sobre uma eventual redução dos salários do sector privado após os cortes dos subsídios de férias e Natal que serão impostos ao sector público, caso seja aprovada a proposta do Orçamento do Estado para 2012.

"Se o sector público reduz o custo da mão-de-obra, o sector privado vai reagir. Torna-se menos atraente trabalhar no sector público e mais gente vai querer ir para o sector privado", pressionando os salários, acrescentou Kroger.

O líder da missão da Comissão Europeia considerou ainda que o valor gasto em despesas com salários na função pública "é muito alto", tal como o número de trabalhadores correntemente nas administrações.

Na conferência de imprensa de apresentação da segunda revisão do programa de assistência financeira, o líder da equipa da Comissão Europa disse mesmo que a 'troika' considera "que a factura dos salários é muito alta", mas que neste caso já foi feita alguma coisa para resolver este problema.

O responsável disse ainda que a 'troika' considera também "o número de trabalhadores é ainda muito alto" nas diversas administrações, lembrando que o Estado terá de reduzir em dois por cento o nível de emprego na Função Pública nos próximos anos, aplicando-se esta meta a todas as administrações públicas, com autarquias e regiões incluídas.

Fonte: DN.PT


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