terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Alemanha vai repatriar parte das reservas de ouro guardadas no exterior

Alemanha vai repatriar parte das reservas de ouro guardadas no exterior
A Alemanha prepara-se para repatriar em parte as enormes reservas de ouro que têm depositadas no estrangeiro. O Banco Central alemão recusou-se a comentar a notícia dada em primeira mão pelo diário financeiro Handelsblatt, mas confirmou que vai apresentar quarta-feira um novo plano para gerir as 270.000 barras de ouro do país que estão guardadas, em grande parte, em cofres-fortes nos Estados Unidos e na França.

São as maiores reservas do mundo a seguir aos Estados Unidos. O ouro do Bundesbank ronda as 3.400 toneladas, que valem mais de 150 mil milhões de euros à taxa de mercado atual. Desde os tempos dos pós guerra e da Guerra Fria que a maior parte está depositada no estrangeiro por causa dos temores que então existiam de uma invasão soviética.

Um pouco menos de metade do ouro alemão, 1500 toneladas, está guardado nos cofres-fortes da Reserva Federal dos EUA em Nova-Iorque e outras 450 toneladas (um pouco mais de 10 por cento) estão em Paris à guarda do Banco de França. O terço restante encontra-se guardado em Frankfurt na sede do Bundesbank.

Auditoria apontou falhas ao Bundesbank

No ano passado, o Banco Central Alemão começou a ser pressionado, depois de a autoridade de auditoria federal independente ter concluído que a instituição não tinha conduzido uma verificação adequada das reservas de ouro depositadas no estrangeiro.

A autoridade de auditoria sugeriu que o Bundesbank passasse a levar a cabo inspeções periódicas do ouro que guardado além-fronteiras, a fim de verificar o valor contabilístico do mesmo, ou, em alternativa, alterasse o modo de gestão das reservas. 

O relatório dos auditores sobressaltou os alemães que, nas sondagens de opinião, costumam eleger o Bundesbank entre as instituições nacionais que merecem mais confiança. 

O Banco Central foi apanhado de surpresa e argumentou que não via necessidade de mais escrutínio nesta matéria, uma vez que “não existem dúvidas sobre a integridade dos locais de armazenamento”.

Teorias da conspiração

No entanto a argumentação em torno sobre as reservas controladas por estrangeiros deu rapidamente azo teorias de conspiração, que chegaram a questionar a própria existência do ouro. 

Tanto bastou para que alguns políticos se associassem ao debate exigindo o repatriamento de algumas das reservas.

Fonte: RTP Notícias

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