sábado, 2 de julho de 2011

Cavaco: "Situação actual do país não é uma fatalidade"

Cavaco participou numa cerimónia de inauguração de um monumento em homenagem aos fuzileiros, no Barreiro.
A afirmação foi feita a propósito do novo imposto anunciado pelo Governo. Cavaco diz que se Portugal cumprir os seus compromissos internacionais há razões para acreditar que melhores dias chegarão.

No final de uma cerimónia de inauguração de um monumento em homenagem aos fuzileiros, no Barreiro, a comunicação social perguntou ao Presidente da República se compreende a adopção de uma contribuição extraordinária em sede de IRS, que segundo o primeiro-ministro será equivalente a metade do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional.

"A situação actual do nosso país não é uma fatalidade, e os portugueses devem, de facto, pensar isso mesmo: não é uma fatalidade. Se nós cumprirmos rigorosamente os compromissos que assumimos perante as entidades internacionais há uma grande possibilidade de melhores dias chegarem no futuro", respondeu Cavaco Silva.

Os jornalistas insistiram em saber se compreende a medida anunciada na quarta-feira pelo primeiro-ministro, mas o chefe de Estado escusou-se a avançar mais comentários. "Eu não me costumo pronunciar sobre medidas do Governo que vão ser discutidas na Assembleia da República e que, nos termos da lei, só depois chegam à mão do Presidente da República para efeitos de promulgação. Só nessa altura é que eu tomarei posição", declarou.

"Os portugueses são um povo lúcido e valente"

No discurso que proferiu durante esta cerimónia, o Presidente da República deixou igualmente a ideia de que os portugueses conseguirão superar os desafios que enfrentam. "Os portugueses são um povo lúcido, valente e com uma sabedoria ancestral que lhes permite, em situações de grande crise, escolher um caminho seguro rumo à estabilidade e à garantia da sua independência", considerou.

Cavaco Silva elogiou a "cultura de profissionalismo" dos fuzileiros como um exemplo: "Sem bons exemplos não há bons seguidores, e todos temos de participar no esforço de construir um Portugal mais forte e capaz".

O chefe de Estado referiu-se aos fuzileiros como "militares de elite que, pela sua coragem e determinação, se distinguiram nos teatros de operações em África e que tão relevantes serviços têm prestado ao país", saudando "de forma especial os veteranos de guerra" presentes.

"Na actualidade, releva-se o elevado padrão de desempenho dos nossos fuzileiros em operações internacionais de apoio à paz e de assistência humanitária em Timor-Leste, Guiné-Bissau, Moçambique, República Democrática do Congo e Afeganistão, sendo de sublinhar, igualmente, a forma profissional e destemida como têm participado nas missões de combate à pirataria no Índico", acrescentou.

Antes, o Presidente da República descerrou a placa do monumento, da autoria do artista Tolentino de Lagos, e depositou uma coroa de flores em memória dos fuzileiros mortos em combate. Esta cerimónia teve uma componente católica, que incluiu uma bênção do monumento inaugurado.

Fonte: DN.PT

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