sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Lentes de contacto "especiais" podem eliminar temporariamente miopia

Lentes têm uma conformação contrária à da córnea para aplaná-la e, por conseguinte, corrigir os defeitos da visão.

O estudo "Efeitos das propriedades biomecânicas da córnea na resposta ortoqueratológica", de Sofia Nogueira, demonstrou que o uso de lentes de contacto "especiais" durante nove meses permitiu a pacientes com problemas de miopia ter uma "visão satisfatória" durante dois dias sem utilizar as lentes, revela um comunicado. 

As referidas lentes, informa a universidade, são lentes "rígidas e permeáveis aos gases e concebidas para remodelar a camada mais superficial da córnea, o epitélio, a fim de reduzir ou eliminar temporariamente defeitos da visão como a miopia e o astigmatismo". 

Para isso, estas lentes de contacto "especiais" têm uma conformação contrária à da córnea para aplaná-la e, por conseguinte, corrigir a miopia", explica Sofia Nogueira. 

O estudo de Sofia Nogueira é uma "extensão" da investigação desenvolvida pelo professor José González-Méijome e colaboradores do Laboratório de Investigação em Optometria Clínica e Experimental (CEORLab) do Centro de Física da UM, centrada na ortoqueratologia. 

O trabalho de investigação deste grupo do Centro de Física da UM foi o "primeiro estudo publicado a nível mundial" sobre as repercussões das propriedades biomecânicas da córnea na resposta ao tratamento ortoqueratológico. 

Um dos objectivos principais do estudo de Sofia Nogueira "foi verificar até que ponto o aplanamento da córnea persiste, mesmo após a interrupção do tratamento", assinala a UM. 

A universidade informa ainda ter-se concluído que este tratamento "torna-se menos eficiente" em casos de miopia mais elevada. No entanto, assegura José González-Méijome, "os pacientes com miopia até seis dioptrias podem utilizar as lentes durante o sono e retirá-las de manhã usufruindo de uma boa visão durante todo o dia". 

Este investigador afirma ainda ser "normal" que "a córnea adopte novamente a sua forma original se o paciente deixar de utilizar as lentes de contacto durante a noite". 

A UM adianta ainda que em Portugal "aproximadamente 3% ou 4% da população deva recorrer a este método para corrigir defeitos visuais".

Fonte: Renascença

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