domingo, 26 de agosto de 2012

Tufão gigantesco está a chegar à ilha japonesa de Okinawa com ventos de 250Km/h

Uma imagem da NASA mostra o Bolaven logo seguido pelo Tembin
Um poderoso tufão, com um tamanho 20 vezes maior do que o comprimento de Okinawa, está a chegar a esta ilha japonesa. As autoridades locais anunciaram que são esperados ventos de mais de 250 quilómetros por hora. 

Com o nome de Bolaven, o tufão, o maior e mais poderoso a surgir na região em muitos anos - movia-se a 17 km/h e estava, ao fim da manhã em Lisboa, a 200 km de Okinawa. Um caçador de tufões, James Reynolds, que está à espera do Bolaven, mediu os ventos nas suas margens e calculou o seu efeito para a CNN: é capaz de arrancar árvores pela raiz. 

Os serviços japoneses de meteorologia estão a advertir a população precisamente para a probabilidade de caírem muitas árvores e também postes eléctricos.

Okinawa estava já preparada para o impacto do tufão e as ruas estavam desertas; as lojas e serviços foram encerrados. As autoridades criaram barreiras de protecção, retiraram a população de zonas mais perigosas, junto ao mar, e prepararam centros de acolhimento. Porém, a maior parte das construções públicas e privadas da ilha estão adequadas à passagem de tufões. Ainda assim, os especialistas disseram que o Bolaven poderá deixar muita destruição.

Em Okinawa, onde mais de 400 mil pessoas vivem em zonas cuja elevação é inferior a 50 metros, praticamente todas as construções são em betão e têm boas fundações, preparadas para ventos ciclónicos. Algumas estradas junto à linha costeira poderão ficar destruídas devido ao vento, à queda de chuva (esperam-se 500 milímetros cúbicos) e à entrada da água do mar pela terra dentro, as ondas deverão chegar aos oito metros de altura.

A força do Bolaven poderá igualar o tufão de 1956 que provocou ventos de 265 km por hora.

As previsões dos meteorologistas são de que o tufão prossiga depois para a China e península coreana. Há dois dias, o jornal China Daily, citando o chefe dos serviços de meteorologia chineses, alertava que dois “poderosos tufões” se dirigiam para o país, o Bolaven e um outro de nome Tembin, que surge quase na cauda do primeiro.

Fonte: Público

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