
A taxa de IVA reduzida, actualmente nos 6%, deverá ficar reservada apenas para os bens mesmo essenciais, como alimentos e serviços de saúde. Tudo o resto está a ser alvo de análise, podendo passar para os escalões superiores (13% ou 23%) em 2012.
De acordo com informações obtidas pelo DN/Dinheiro Vivo, todos os meios de transporte de passageiros no mercado doméstico, bilhetes de espectáculos desportivos (futebol) ou não (cinema, teatro, concertos), empreitadas de obras de reabilitação urbana, produtos dietéticos, portagens nas duas pontes sobre o Tejo, bares e clubes nocturnos, jornais e revistas são sérios candidatos a subir de escalão.
No caso dos transportes, a opção será especialmente dramática para muitas famílias que terão de enfrentar o aumento significativo já anunciado das tarifas e dos passes.
Há já algum tempo que também estão em cima da mesa os leitos achocolatados, as sobremesas lácteas, os refrigerantes, as gorduras e óleos, aperitivos ou snacks e outros alimentos que possam ser considerados menos essenciais ou menos saudáveis.
A edição de ontem do “Jornal de Negócios” noticiava que o Governo estaria a olhar para um aumento do IVA no vinho vendido nos restaurantes, equiparando-o às outras bebidas alcoólicas. Resta saber se o vinho vendido nas lojas e supermercados vai ter o mesmo destino. É outra das hipóteses em estudo, embora uma decisão deste tipo colida com o estatuto de património cultural e a dimensão económica do sector.
Mas os fiscalistas concordam que todos os bens que não sejam estritamente essenciais – e esta lista enumera alguns, devem subir de escalão.
Fonte: Dinheiro Vivo
Fonte: Dinheiro Vivo

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