
Investidores temem que o agravamento da recessão na Grécia inviabilize um novo resgate a Atenas.
Os juros das obrigações gregas sobem hoje em todos os prazos no mercado secundário. As taxas a dois e dez anos bateram máximos desde a entrada na zona euro, pelo menos, nos 51,736% e 19,515%, respectivamente.
"Parece existir o consenso de que um segundo resgate para Grécia pode ficar desactualizado antes de ser aprovado, o que, obviamente, é mau para o sentimento [dos investidores] ", afirmou Michael Leister, especialista do WestLB, à Bloomberg. "O BCE tem passado um mau bocado em estabilizar estes mercados. A pressão está a subir", acrescentou.
A Grécia continua no centro de todos os medos, depois de o Governo helénico ter confirmado, na semana passada, que a recessão no país será pior que o esperado e que, por isso, a meta do défice para este ano acordada com a troika não será cumprida. Esta situação levou a mesmo a missão do FMI e da União Europeia em Atenas a suspender as negociações com o Executo helénico sobre uma nova parcela do plano de resgate em vigor.
"A saída precipitada dos representantes da ‘troika' na Grécia fez aumentar os medos sobre a incapacidade de se resolver o problema, levando a um receio de um descontrolo na situação", observou o administrador da gestora Optimize, Diogo Teixeira. Isto, numa altura em que se aproxima o prazo para saber se os investidores privados aceitam ou não prolongar as maturidades da dívida que detêm.
Já no dia de hoje, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, avisou que a nova tranche de ajuda será inviabilizada caso Atenas não passe no teste da 'troika'.
Grécia paga menos para emitir dívida de curto prazo
Apesar deste clima de tensão, o governo grego colocou hoje 1.300 milhões de euros em títulos a seis meses. Para convencer os investidores a absorver a dívida, Atenas pagou uma taxa média de 4,8%, ligeiramente abaixo dos 4,85% registados numa operação similar em Agosto. Já o rácio oferta/procura baixou um pouco para 3,02 vezes.
A Grécia está praticamente fora dos mercados de dívida desde 2010, realizando apenas emissões de curto prazo.
Fonte: Económico
Fonte: Económico

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