terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Pânico na Europa com ingovernabilidade em Itália

O medo instalou-se entre os investidores europeus. O índice italiano Mib cai mais de 6%.

A situação política caótica em Itália e o respectivo cenário de ingovernabilidade atiraram as bolsas europeias para o vermelho: o PSI 20, principal índice da Euronext Lisbon, perde 2,54% para os 6.006,97 pontos, o espanhol Ibex recua 3,38%, o francês CAC regride 2,55% e o alemão Dax desvaloriza 1,2%. Já o italiano Mib desce 6, 34%. E isto numa altura em que o euro aprecia 0,06% para os 1,3070 dólares. Nas praças asiáticas o índice Nikkei 225, de Tóquio, recuou 2,26%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,30%. 

"A incerteza em torno do resultado das eleições em Itália gerou receios de que o país possa abandonar a missão de consolidação das contas públicas e criar uma nova onda de volatilidade na Europa", diz Matthew Sherwood, estratega de uma gestora de fundos em Sydney, à Bloomberg, depois de as eleições de ontem terem revelado um empate técnico entre a coligação de esquerda e a aliança de direita, o que pode tornar impossível a formação de um Governo.

Com 20 cotadas negativas, o PSI 20 regista sete títulos a tombarem mais de 3%. A banca é o sector mais afectado e o BES é das cotadas que mais perde em Lisboa, ao recuar 4,35% para os 0,94 euros. Já o BCP desvaloriza 3,54% até aos 0,109 euros. Também o BPI cede 1,83% e o Banif tomba 2,17%. Entre as cotadas com maior ponderação, a Jerónimo Martins (-3,05%), Portugal Telecom (3,32%) e EDP (-1,93%) também não escaparam à pressão vendedora que assola a Europa.

Entre as 'commodities', o 'brent', que serve de referências às importações portuguesas, cai 0,72% para os 113,62 dólares.

No mercado da dívida, as obrigações alemãs, consideradas um activo de refúgio, descem em todas as frentes. O prazo a cinco ano, por exemplo, é inferior a 0,5%. No sentido inverso, a taxa exigida pelos investidores para absorver dívida pública italiana e espanhola aumentam na generalidade dos prazos. 

Também o ouro, refúgio tradicional em tempo de crise, sobe 0,45% para os 1600,70 dólares a onça, a quarta subida consecutiva do metal precioso.
Fonte: Economico

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