Os óculos foram pensados inicialmente com o objetivo de auxiliar autistas a interagir mais facilmente com outras pessoas. A equipe de cientistas, porém, viu aplicações mais amplas à invenção. Eles afirmam que utilizar a tecnologia durante uma conversa com alguém ajuda o usuário a descobrir se a pessoa está entediada ou perdendo o interesse, por exemplo.
Uma câmera do tamanho de um grão de arroz, embutida na armação dos óculos, é conectada por um fio a um pequeno computador, que pode ser colocado até mesmo no bolso de quem está usando. A câmera monitora quantas vezes e por quanto tempo 24 expressões pré-determinadas em um banco de dados aparecem no rosto do indivíduo.
O sistema – que analisa os dados por meio de um programa desenvolvido no MIT – fala então suas conclusões ao usuário por meio de um fone de ouvido e três luzes acopladas aos óculos. Assemelha-se aos semáforos de trânsito: uma luz vermelha indica que o outro está sentindo algo negativo; a amarela diz que está moderadamente interessada; e a verde confirma felicidade e alegria.
Por enquanto, a tecnologia não passa de um protótipo, que conseguiu acertar os pensamentos de pessoas em 64% dos testes – número que deve aumentar em breve, com algumas adaptações ao sistema.
Fonte: Revista Galileu
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