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domingo, 25 de novembro de 2012

Gravuras de Ica seriam mensagens dos tempos antes do Dilúvio?

Dinossauro história monumentos históricos encontro arqueologia
Os Maias, sem paciência para continuar a escrever o seu calendário, deixaram os descendentes a tremer de medo à espera do fim do mundo.

Mas houve outros que se deram ao trabalho de fazer milhares de gravuras em pedra com uma mensagem muito mais otimista: o fim do mundo já aconteceu.

Este ano, na península russa da Kamchatka, na costa do Pacífico, foram encontrados uns fósseis estranhos. No início, podiam ser tomados por restos de animais pré-históricos. Mas havia uma coisa que fazia os pesquisadores duvidar: as suas formas eram demasiadamente perfeitas. Os fósseis mais pareciam componentes de um estranho mecanismo, com rodas dentadas de vários tamanhos. Tendo em conta a camada geológica onde foi encontrado, o achado teria cerca de 400 milhões de anos.

O arqueólogo de São Petersburgo, Yuri Golubev, e vários especialistas norte-americanos que investigaram os fósseis concluíram que estes, a julgar por tudo, são peças de uma máquina qualquer.

A ciência oficial ignorou o achado. Já os jornalistas fizeram lembrar outros artefatos que, em dada altura, também suscitaram grande polêmica. Por exemplo, os estranhos objectos esféricos de 2,5-10 cm que, de tempos a tempos, aparecem nas minas perto da cidade de Klerksdorp, na África do Sul.

A idade aproximada das rochas onde estas esferas são encontradas é de cerca de três bilhões de anos.

Não há uma opinião unânime quanto à origem destes objetos. Os defensores da versão da sua origem artificial baseiam-se no fato de as esferas possuírem sinais claros de transformação tecnológica – incisões longitudinais.

Os geólogos afirmam que as esferas são de origem natural e que as incisões encontradas são resultado da ação do ar e da oxidação.

Já um outro achado encontrado por Emma Khanem em 1934, durante uma viagem pelo Texas, é mais difícil explicar por causas naturais.

Ela encontrou um martelo imbutido num bloco de rocha. O cabo, que seria de madeira, estava petrificado. Mas o próprio martelo estava perfeitamente conservado porque era feito de metal de boa qualidade, metal que os humanos só aprenderam a produzir há 10 mil anos. O paradoxo é que o martelo estava dentro numa rocha cuja idade os cientistas avaliam em, pelo menos, 65 milhões de anos. Por outras palavras, o instrumento teria sido feito na época dos dinossauros.

Considera-se que as primeiras pessoas capazes de fabricar um tal artefato só surgiram na Terra dezenas de milhões de anos depois da extinção dos dinossauros. Consequentemente, os homens nunca poderiam ter visto pessoalmente tais animais.

Então, como explicar as gravuras em pedra na província peruana de Ica, as famosas Pedras de Ica?

Nestas gravuras, estão representados dinossauros de várias espécies que os especialistas podem identificar: Triceratops, Stegosaurus, Brontossauros, Tyrannosauros.

É frequente nestas gravuras aparecerem também pessoas que, ou caçam os dinossauros ou se servem deles como transporte. As pessoas são representadas, por exemplo, montadas em Triceratopsou em Pterodactylos voadores.

Nas gravuras de Ica são ainda mostrados mamíferos há muito extintos, característicos só do continente americano, além de cenas de operações cirúrgicas de transplante do coração e até do cérebro e de representações de sistemas solares e aparelhos voadores.

A primeira ideia que nos vem à mente ao ver fotografias destas gravuras é que se trata de uma falsificação, feita especialmente para enganar turistas ingénuos. Mas nem tudo é tão simples.

As primeiras referências a gravuras com animais estranhos surgiram em 1570 num texto do cronista de origem indígena, Juan de Santa Cruz Pachacuti, Relacion de antique dades d´este reyno del Peru(1570).

No início dos anos 1960, as pedras de Ica começaram a ver vendidas a preços baratíssimos no mercado negro de antiguidades no Perú. Elas só passaram a ser conhecidas graças ao professor de Medicina da Universidade de Lima, Javier Cabrera (1924-2001).

Tendo obtido a primeira pedra como presente de aniversário em 1961, ele passou os 40 anos seguintes a juntar e a estudar estas pedras especiais. Ele até fundou um museu, o Museu das Pedras de Ica, cuja coleção inclui atualmente mais de 11000 amostras, com tamanhos que vão desde 30 cm até 1,5 metros, cobertas de gravuras.

Em 1976, Javier Cabrera publicou o livro The Message of the Engraved Stones of Ica. Nesta obra, ele avança a seguinte hipótese: na Terra teria havido há muito tempo uma civilização altamente desenvolvida, que teria gravado em pedra a história do seu desenvolvimento até ter deixado a Terra, na sequência de uma catástrofe global, por exemplo, o Dilúvio.

As pedras foram escolhidas como material porque são capazes de resistir a qualquer cataclismo. Já a simplicidade das gravuras, com cenas de operações cirúrgicas, seria destinada a poder ser facilmente compreendida pela Humanidade após a catástrofe.

Javier Cabrera obteve o título de "filho amado do povo" de Ica, tendo sido condecorado com uma medalha de ouro.

No entanto, muitos consideravam-no louco ou charlatão. As pedras de Ica foram consideradas uma falsificação sem valor. Este veredicto teve por base testemunhos de trabalhadores peruanos, que confessaram ter eles próprios gravado os desenhos nas pedras.

No entanto, na opinião do historiador russo Andrei Jukov, os adversários de Javier Cabrera, que tentaram desacreditar a sua obra, têm eles próprios muitos pontos frágeis que podem ser criticados:

"Em primeiro lugar, o comércio ilegal de antiguidades no Perú é considerado crime. Por isso, as pessoas que forneceram as pedras a Javier Cabreraeram obrigadas a declarar que elas próprias haviam fabricado as pedras para evitar perseguição judicial. Em segundo lugar, as pedras falsificadas são diferentes de pedras verdadeiras pela técnica de gravação. Em terceiro, a pedido Javier Cabrera, as análises feitas pela empresa Mauricio Hochschild & Cia Ltda em várias dezenas de pedras, nomeadamente as que representam dinossauros, confirmaram a sua autenticidade. Resultados idênticos tiveram os testes realizados na Universidade de Bona, na Universidade de Lima e laboratório da Escola Superior de Engenharia de Lima".

O historiador sublinha que uma das provas da autenticidade da coleção de Ica é o fato das figuras representarem alguns dinossauros que só foram encontrados (os seus restos) no princípio dos anos 90, ou seja, muito depois das gravuras estarem na coleção de Javier Cabrera!

Trata-se de desenhos de Diplodocus com espigões ósseos dorsais,semelhantes aos Stegosaurus.

É muito pouco provável que camponeses peruanos semi-analfabetos pudessem ter inventado um tal animal, ou ter gravado cenas de transplantes de coração e cérebro, que nos espantam pelo rigor dos pormenores.

É duvidoso ainda que, em tais hipotéticas "oficinas de gravação" trabalhassem químicos capazes de envelhecer tão bem as pedras que permitisse enganar os melhores peritos.

Resta dizer que existem milhares de pedras com gravuras e que teria sido impossível esconder tais laboratórios.

Por isso, a coleção de Javier Cabrerapode pode muito bem ser verdadeira. Mas, se concordarmos com isso, teremos que pôr em causa os atuais conhecimentos sobre a história da Terra. A verdade é que não são poucos os fatos que comprovam essas dúvidas.

Fonte: Voz da Rússia

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Descoberta: Será que Jesus era casado?

O fragmento de papiro
Um pedaço de um papiro escrito no século IV em copta (a língua dos antigos cristãos egípcios) inclui as palavras "Jesus disse-lhes, a minha mulher". A descoberta deverá relançar o debate sobre se Jesus era ou não casado.

A existência do fragmento - não muito maior do que um cartão de visita - foi divulgada numa conferência em Roma por Karen King, professora na Universidade de Harvard, em Cambridge, Massachusetts. A professora baptizou o documento como "o evangelho da mulher de Jesus".

"A tradição cristã há muito defende que Jesus não era casado, apesar de existirem provas históricas fidedignas que apoiam essa teoria", disse King, num comunicado revelado pela universidade. "Este novo evangelho não prova que Jesus era casado, mas diz-nos que o tema só surgiu como parte de um intenso debate sobre sexualidade e casamento", acrescenta.

"Desde o início, os cristãos discordavam sobre se era melhor não casar, mas só um século após a morte de Jesus começaram a recorrer ao estatuto marital de Jesus para defender as suas posições", indicou. Só a partir de 200 d.C. é que começaram a surgir indicações, através de um teólogo conhecido como Clement de Alexandria, de que Jesus não era casado. "Este fragmento sugere que outros cristãos do mesmo período defendiam que era casado", concluiu.

Apesar da insistência da Igreja Católica de que Jesus não era casado, a ideia reaparece com alguma frequência. A última vez, com a publicação em 2003 de "O Código Da Vinci", o best-seller escrito por Dan Brown, que irritou muitos cristãos por se basear na ideia de que Jesus era casado com Maria Madalena e tinha filhos.

Os peritos acreditam que o novo evangelho é autêntico, sendo contudo necessário realizar mais testes. O fragmento, propriedade de um colecionador privado que pediu a King ajuda na tradução e análise, terá sido descoberto no Egito ou talvez na Síria.


Fonte: DN.PT

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Rei Inglês Ricardo III: Sensacional descoberta de arqueólogos britânicos

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Arqueólogos britânicos descobriram os restos mortais do Rei Inglês Ricardo III. Seu túmulo está localizado na cidade de Leicester, sob os escombros da igreja dos franciscanos.

Durante cinco séculos, a biografia de Ricardo III interessou muitos historiadores e escritores.

O rei governou por apenas dois anos, e morreu no final do século XV na Batalha de Bosworth que encerrou a Guerra das Rosas. Na altura, foi Enrique Tudor que defrontou Ricardo III. Segundo a lenda, ganhando o trono, ele ordenou que o corpo de seu antecessor fosse afogado, mas os monges da Ordem Franciscana preservaram os restos mortais. Num futuro próximo, os cientistas vão realizar um exame genético.

Fonte: Voz da Rússia

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Descobertas novas pirâmides no Egito através do Google Earth?

Descobertas novas pirâmides no Egito através do Google Earth?
Especialistas estão a analisar as imagens de satélite, obtidas pelo Google Earth, que mostram o que parecem ser dois novos complexos de pirâmides no Egito.

Os dois locais em causa estão a cerca de 145 mil quilómetros um do outro. Pelas imagens captadas pelos satélites, que estão agora a ser cuidadosamente examinadas por vários arqueólogos, parecem ter vários montes em forma de pirâmide. 

Mas, a confirmar-se, a descoberta poderá ser ainda mais relevante: é que uma das formações, triangular, tem uma base de cerca de 200 metros - quase três vezes o tamanho da Grande Pirâmide. No outro local, distinguem-se, aparentemente, formações de base quadrada e que, vistas de cima, parecem piramidais.

Segundo a Sky News, os especialistas estão a observar as imagens antes de se deslocarem ao local.

Em maio do ano passado, 17 pirâmides foram identificadas também via satélite.


Fonte: Visão

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Encontrada imagem erótica de 37 mil anos de idade

Encontrada imagem erótica de 37 mil anos de idade
Arqueólogos encontraram uma antiquíssima imagem erótica na gruta de Abri Castanet (Sudoeste da França). A idade da imagem pode ser entre 35 e 37 mil anos. É um círculo com um tracinho que, segundo opinam os cientistas, representa as genitálias femininas.

A versão de que no pedaço de pedra, de 1 tonelada e meia de peso, está desenhada a vulva, foi expressa por Randall White, antropòlogo da Universidade de Nova York e um dos autores do estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Fonte: Voz da Rússia


quarta-feira, 28 de março de 2012

Relógio do Longo Agora vai funcionar por 10.000 anos

Relógio do Longo Agora vai funcionar por 10.000 anos

Danny Hillis se diz cansado de trabalhar em projetos onde tudo tem que ser rápido, com resultados vistos no curtíssimo prazo.

"Eu queria algo que importasse no longo prazo," afirma ele.

E o pesquisador não economizou no prazo: mais especificamente, ele decidiu montar um cronograma com 10.000 anos de duração.

Talvez incerto sobre se o tempo é real ou é uma ilusão, Hillis está construindo o que ele chama de "Relógio do Longo Agora", um candidato a relíquia arqueológica do futuro que, segundo seu inventor, deverá se manter funcionando e medindo corretamente o tempo pelos próximos 100 séculos.

Essa espécie de mecanismo de Anticítera às avessas está sendo cuidadosamente montada no interior de uma montanha no Texas, Estados Unidos.

Precisão à prova do tempo

Depositado em um poço de 150 metros de profundidade e 3,7 metros de diâmetro, o Relógio do Longo Agora terá um pêndulo de titânio de 3 metros e 110 quilogramas - seu tique-taque ocorrerá a cada 10 segundos.

Um dos elementos importantes do relógio, para que ele mantenha um funcionamento preciso, será realizar compensações automáticas para as variações na rotação da Terra. O segundo bissexto também foi levado em consideração.

Outro desafio é a alimentação dessa verdadeira cápsula do tempo. A energia virá de uma espécie de fole, fabricando em aço inoxidável, que se expande e contrai conforme a temperatura ambiente se eleva e diminui ao longo de cada dia.

O calendário será mantido por um sistema diferente: uma janela para o céu.

O Relógio do Longo Agora terá um olho para o mundo exterior, através de uma janela de safira. Assim, o relógio poderá se acertar automaticamente, configurando seu meio-dia de acordo com a posição do Sol.

Uma câmera especial rastreia o Sol ao longo de todo o dia, precisando de apenas 5 minutos de observação para acertar o relógio. Segundo Hillis, isso torna seu projeto de longo prazo à prova de um escurecimento do céu por até um século.

Pensar sobre o tempo

Para durar 10.000 anos sem oxidação, as 10.000 peças que compõem o Relógio do Longo Agora estão sendo feitas de titânio, aço inoxidável com alto teor de molibdênio e cerâmica.

"Nós temos peças flexíveis de metal que terão que suportar dobrar-se um bilhão de vezes. Nós temos que garantir que as janelas continuarão sempre transparentes. Quando você entra nos detalhes, isso faz você pensar sobre o tempo de forma diferente," disse Hillis.

Para economizar energia, o relógio só mostrará as horas, os dias, e até a posição dos planetas e a fase da Lua quando alguém pedir, o que poderá ser feito depois que o visitante do futuro descer por uma escada espiral até o fim do poço.

Talvez fosse o caso de incluir uma placa que indicasse que os "construtores dessa maravilha tecnológica do passado" não acreditavam que o mundo fosse acabar daqui a 10.000 anos e não tencionavam construir um relógio para marcar o fim dos tempos.

Fonte: Inovação Tecnologica

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Odyssey obrigada a devolver tesouro submarino a Espanha

Odyssey obrigada a devolver tesouro submarino a Espanha
Tribunal de recurso de Atlanta decidiu que os caçadores de tesouros da emprega Odyssey Marine Explorer vão ter que devolver aos espanhóis as 17 toneladas de moedas de ouro e prata encontradas no navio Nuestra Señora de las Mercedes, que foi afundado em 1804 e em 2007 e localizado a 21 milhas da costa algarvia em frente ao Cabo de Santa Maria (Faro)

Espanha venceu os caçadores de tesouros que em maio de 2007 levaram num jato privado, de Gibraltar para a Florida, as 594 mil moedas de metais preciosos que foram encontradas nos destroços do navio afundado pelos britânicos no Séc. XIX. Nesse naufrágio terão morrido quase 300 marinheiros, noticiam os jornais espanhóis on-line.

Após uma dura batalha judicial o Tribunal de Distrito da Florida em Atlanta decidiu a favor dos espanhóis esta terça-feira, tendo agora os responsáveis do Odyssey dez dias para devolver este tesouro submarino ao Estado espanhol. O processo será supervisionado pelo juiz espanhol Pizzo.

Este tesouro, de 17 toneladas, está avaliado em 500 milhões de dólares e segundo um dos recursos apresentados em tribunal foi encontrado a 21 milhas da costa algarvia na Zona Económica Exclusiva, em frente ao Cabo de Santa Maria, Faro, no Algarve.

A Odyssey, que tem encontrado tesouros em todo o mundo, falhou em convencer o tribunal de que a carga do Las Mercedes pertencia aos descendentes dos mercadores que viajavam na embarcação vindos do Peru. Os tribunais americanos consideraram sempre que o navio era militar e, portanto, pertencia ao Estado de Espanha, o país da bandeira.

Fonte: DN.PT

domingo, 15 de janeiro de 2012

Historiador Contente Domingues: Canhão encontrado na Austrália provavelmente é português

O jovem de 13 anos Christopher encontrou, numa praia do Norte da Austrália, aquilo que se julga ser um canhão pedreiro como os que eram utilizados nos navios portugueses do século XVI.
O jovem de 13 anos Christopher encontrou, numa praia do Norte da Austrália, aquilo que se julga ser um canhão pedreiro como os que eram utilizados nos navios portugueses do século XVI.

O historiador Francisco Contente Domingues, disse ontem à Lusa que é "muito provável" que o canhão encontrado numa praia australiana, e que vai ser analisado pelo Museu de Darwin, seja de facto português.


"Não tenho dúvidas que os navios portugueses possam ter chegado à costa Norte da Austrália no século XVI", disse o historiador, especialista na História das navegações e da expansão europeia dos séculos XV-XVII, que citou uma tese segundo a qual duas ilhas situadas a Norte daquele continente foram descobertas por portugueses.

"O que se passa é que o que movia os portugueses na altura era o comércio, e terão chegado à costa Norte da Austrália sem se aperceberem do tamanho do território. Como as populações que encontraram nada tinham para vender ou estavam interessadas em comprar o quer que fosse, os portugueses não deram importância", disse o professor de História da Marinha Portuguesa, de Náutica e Cartografia, da Faculdade de Letras de Lisboa.

"Os portugueses andaram pela Insulíndia [zona entre o Japão e o Norte da Austrália] e terão de facto aportado à Austrália e entrado em contacto com as populações", disse.

Quanto ao canhão, presumivelmente português, o historiador afirmou "que é muito natural os portugueses terem aportado, e por qualquer razão, o terem lá deixado; pode até ter caído, pode ter havido qualquer confronto".

Em janeiro de 2010, um jovem de 13 anos, Christopher, encontrou, numa praia do Norte da Austrália, aquilo que se julga ser um canhão pedreiro como os que eram utilizados nos navios portugueses do século XVI, informou esta semana a imprensa local.

Barbara, a mãe de Christopher, informou na altura o Museu de Darwin sobre a descoberta, mas só nas últimas semanas é que o artefacto foi pedido à família australiana para ser examinado, não tendo ainda sido confirmada a sua origem, apesar de a imprensa local especular que poderá pertencer aos portugueses do século XVI.

Especialistas deverão analisar a autenticidade da arma e a relação entre o local onde foi descoberta, assim como a eventual chegada dos portugueses à costa Norte da Austrália no século XVI, de acordo com a agência noticiosa australiana AAP.

Outra possibilidade é que o objeto tenha sido levado pela maré até esse lugar ou que tenha sido deixado por comerciantes do século XVI, diz o mesmo despacho da agência.

O historiador Contente Domingues afirmou que esta segunda hipótese "é muito pouco provável".

Os portugueses aportaram a Timor em 1515, mas a possibilidade de terem navegado mais de 500 quilómetros, até ao Norte da Austrália, não foi ainda academicamente provada. Todavia há muito que vários investigadores têm advogado que os portugueses tocaram o continente entre 1521 e 1524, baseados nos mapas de Dieppe que cartografaram uma ilha "Java la grande".

O contacto mais antigo que os europeus tiveram com a Austrália, historicamente provado, data de 1606 aquando da chegada do navio holandês "Duyfken", a mando de Willen Jansz. Mas só em 1770, o capitão James Cook reclamou a costa oriental da Austrália para a coroa britânica, sob o pretexto jurídico de ser "terra de ninguém".

Francisco Contente Domingues é especialista em História Marítima dos séculos XV a XVII e atualmente trabalha num projeto da Fundação de Ciência e Tecnologia, "Recursos para a História Marítima Portuguesa 1200-1700", e coordenou o volume "Navios, Marinheiros e Arte de Navegar, 1500-1668", da "História da Marinha Portuguesa".

O historiador é presidente da Comissão Internacional de História da Náutica e da Hidrografia.

Fonte: DN.PT

sábado, 22 de outubro de 2011

2012: OVNIs podem ter visitado a civilização Maia

Extraterrestres contactaram a civilização maia no México, milhares de anos atrás. É o que garante o produtor de cinema Raul Julia-Levy, e ele diz que vai provar isso em seu próximo filme “Revelations of the Mayans 2012 and Beyond” (Revelações dos Maias, 2012 e Além, em português).

Alegações não comprovadas de antigos astronautas têm sido feitas há décadas, mais notadamente por Erich von Daniken, autor do best-seller clássico de pseudociência “Chariots of the Gods? Unsolved Mysteries of the Past” (o livro ainda não tem tradução para o português). Von Daniken escreveu que os antigos egípcios não tinham nem a inteligência nem as ferramentas suficientes para criar as grandes pirâmides de Gizé e, por isso, elas foram feitas por alienígenas.

Alguns também afirmam que os desenhos gigantes no deserto de Nazca, no Peru, foram criados por naves espaciais. Na verdade, as Linhas de Nazca foram criadas pelos índios do local, provavelmente como parte de um ritual ou de uma cerimônia.

Assim, as afirmações deste novo documentário não são novidade, mas as evidências para essas alegações ainda tem que ser mostradas.

O que é esta nova evidência que vai fazer a Terra tremer? Os cineastas estão sendo discretos sobre o que exatamente eles têm em mãos (eles querem que você vá ver o filme), mas o Ministro do Turismo do México emitiu um comunicado dizendo que o contato entre os maias e os extraterrestres é apoiado por traduções de verdadeiros manuscritos. (O fato desta informação impressionante ter sido anunciada por um funcionário do turismo, e não por um arqueólogo ou antropólogo profissional, levanta a suspeita de que o filme pode não ser baseado em pesquisa científica sólida).

Os cineastas também se referem à pistas de aterrisagem na selva, que datam de três milênios. O que não está claro é por que os alienígenas precisariam de uma pista exclusiva para suas naves espaciais, já que muitos relatos de testemunhas oculares de supostas naves extraterrestres sugerem que elas podem pousar em praticamente qualquer terreno (embora a tecnologia do pouso alienígena deva ter melhorado ao longo dos últimos 3 mil anos).

Alguns pesquisadores acreditam que essas afirmações são um insulto a ambos: aos maias e à audiência de agora.

De acordo com eles, os maias antigos eram perfeitamente capazes de desenvolver uma arquitetura sofisticada, um calendário, a matemática, a linguagem escrita e um elaborado sistema agrícola sem a intervenção de extraterrestres. Para eles, as alegações de que os maias foram visitados, inspirados ou orientados por ETs é um pouco mais do que uma fantasia banal e absolutamente desprovida de qualquer evidência de confirmação.

O produtor Julia-Levy insiste que o filme é um documentário, não ficção científica, e rejeita as especulações de que o filme é uma manobra oportunista para capitalizar o interesse da visão apocalíptica do calendário maia do ano de 2012. Ele acredita que nada menos do que a sobrevivência da humanidade pode depender das pessoas assistirem o filme (ou pelo menos ouvir sua mensagem). Para o bem da humanidade.

A história promete ser cheia de revelações sobre coisas nunca divulgadas, que vão abalar as estruturas da Terra, como a descoberta da arca de Noé (que parece ter sido encontrada em 1973, 1993, 2006, 2010, etc); a descoberta do corpo de um Pé-grande (em 2008); provas de que o caso Roswell, de 1947, foi real (encontradas em abril de 2011). Cada uma dessas afirmações iam e vinham há muito tempo. E parece que a prova do contato maia com extraterrestres será mais uma adição à essa lista.

Fonte: Life'sLittleMysteries

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Descobertas: Navio “SS Mantola” carregado de prata encontrado no fundo do Atlântico Norte

O “SS Mantola ”, afundado por alemães em 1917, está a mais de 1,6 quilómetros de profundidade
O “SS Mantola” é o segundo cargueiro a ser localizado no fundo do mar, ao largo da costa irlandesa, em apenas duas semanas. O navio, que tinha Calcutá como destino quando, em 1917, foi atacado por um submarino alemão, contém 20 toneladas de prata. O valor actual do tesouro está estimado em 18 milhões de dólares (cerca de 13,2 milhões de euros).

A descoberta foi feita pela empresa norte-americana Odyssey Marine Exploration (OME), especializada no resgate de cargas valiosas. É a mesma que conseguiu encontrar os destroços do “SS Gairsoppa” no final de Setembro, também afundado por um torpedo alemão, mas em 1941, na viagem de regresso da Índia.

A história dos dois navios é idêntica: ambos britânicos, ambos atacados no Atlântico Norte por alemães durante conflitos de escala mundial, transportando quantidades significativas de prata. A grande diferença está no tamanho da carga do “SS Gairsoppa”, que se tornará na maior e mais valiosa alguma vez recuperada do fundo do mar, caso a operação de resgate seja bem sucedida. São 240 toneladas de prata, avaliadas em 170 milhões de euros.

A OME foi contratada para trabalhar nestes projectos pela Secretaria de Estado dos Transportes do Reino Unido. O que não significa que os tesouros pertencem ao erário britânico. O acordo firmado com a empresa norte-americana, por concurso público, estipula que 80% do valor da carga recuperada fica nas mãos da OME.

É uma prática comum. A empresa arrisca. monta a operação sem conhecer ao certo a localização dos navios afundados, paga todas as despesas, responsabiliza-se pela documentação e a publicitação da carga  e, caso a consiga recuperar, fica com o grosso do seu valor.

O resgate da prata do “SS Mantola” está agendado para a próxima Primavera, tal como o da carga do “SS Gairsoppa”. O navio agora encontrado está a mais de 1,6 quilómetros de profundidade. O que que constitui “uma óptima oportunidade para testar nova tecnologia”, segundo o presidente executivo da OME, Greg Stemm, citado pelo The New York Times, que publica um vídeo, em que mostra os destroços do cargueiro no fundo do mar.

O “SS Mantola” tinha pouco mais de um ano quando foi afundado, quatro dias depois de largar âncora, em Glasgow, na Escócia. Seguiam a bordo 18 passageiros e 165 tripulantes. O capitão era David James Chivas, sobrinho-neto dos irmãos que, no início do séc. XIX, começaram a produzir o famoso uísque Chivas Regal. De acordo com Stemm, a perda de vidas foi “mínima”.

Fonte: Jornal o Público



quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mistérios: O Disco de Festos (Phaistos)

Em 03 de Julho de 1908, durante uma escavação nas ruínas da cidade cretense de Festos, foi encontrado por Luigi Pernier um pequeno disco de argila medindo 16 centímetros de tamanho e 16 milímetros de espessura. Em ambos os lados havia dezenas de sinais representados por figuras humanas, objectos do quotidiano, animais e plantas. Estes sinais eram separados em grupos pequenos divididos por linhas verticais, sendo ao todo 31 grupos de sinais no lado A e 30 grupos de sinais no lado B. Tudo indica que tais grupos de sinais encerram cada um o conceito de palavra. O que ainda não se sabe é se esse disco forma um texto, um calendário, uma relação ou outro tipo qualquer de registo.


O Disco de Festos foi composto com linhas espirais, divididas com linhas verticais. Há uma grande probabilidade destes quadros marcados por linhas verticais encerrarem cada um, uma palavra isolada. O disco comporta ao todo 31 “palavras” no lado A e 30 “palavras” no lado B. São ao todo 241 símbolos impressos, 122 símbolos no lado A e 119 símbolos no lado B. Mas a quantidade total de sinais sem repetição é de apenas de 45 símbolos. 

As ruínas de Festos localizam-se no sul da Ilha de Creta, nas planícies de Mesara no extremo leste do Monte Kastri. Festos foi construído no Período Proto-palacial (1900-1700 a.C.) da civilização minóica ou cretense. 


Não é possível decifrar as escritas hieroglíficas anteriores à escrita Linear A e Linear B. Segundo os dados arqueológicos Creta torna-se uma potência marítima em torno de 1900 a.C. Esse é o período em que são construídos diversos palácios, Knossos e Festos. 

OS SÍMBOLOS E SEUS CÓDIGOS

Observando detalhadamente os símbolos do Disco de Festos podemos perceber que alguns destes sinais também encontram similaridades com os hieróglifos egípcios. Desta forma, a hipótese de ser uma escrita hieroglífica cretense derivada da escrita egípcia antiga não é infundada. A questão gira em torno de saber se esta escrita é logográfica ou fonográfica.

Há a possibilidade de serem os sinais do Disco de Festos apenas uma escrita logográfica, isto é, ela representaria numa frase ideias. Por exemplo, se a escrita de Festos fosse logográfica poderíamos talvez lê-la associando os símbolos entre si. No lado A do Disco de Festos, utilizando o primeiro quadro na periferia do disco que é encerrado por uma linha vertical com quatro pontos há as respectivas figuras de um “rei”, de um “sol com sete pontos”, de uma “espiga de cereal”, de um “homem a andar” e de um “boomerang”. Numa escrita logográfica o que importa mais são os conceitos e não o sons. O sons não são delimitados dentro de regras estritas como no sistema fonético silábico de Linear B. Então este trecho poderia ser traduzido como: “o rei divino ao campo foi para caçar”. A característica da escrita logográfica é a de que não se precisa de conhecer a língua em que se foi escrito tal texto, basta apenas saber os significados dos sinais.

No Disco de Festos alguns sinais relacionam-se com os modelos dos sinais egípcios. Não há a possibilidade de se considerar este sistema de escrita como estritamente alfabética, pois existem ao todo 45 sinais utilizados no disco, sendo que a escrita alfabética necessita de muito menos. Então, a escrita hieroglífica de Festos pode ser também abordada como um conjunto misto de escrita, da mesma forma que a escrita hieroglífica egípcia. Além de sinais com valor fonético consonantal, próprio de uma escrita alfabética, haverá também outros sinais hipotéticos representando entre outros, sílabas, morfemas, ideias ou contextos.


A DESCODIFICAÇÃO

Se os sinais de Festos tiverem valores fonográficos, o que resta saber é como os grupos de sinais no Disco de Festos são lidos, isto é, a partir de que direcção se deve iniciar a leitura e a apreensão da semântica textual. A possibilidade do texto escapar do curso em espiral, dependendo de uma regra de leitura parece ser muito pequena. Então, tanto começando pela periferia como a partir do centro do disco, só há uma direcção a seguir, a espiral.

No Disco de Festos, pode-se perceber que na periferia e em ambos os lados a sequência do texto é limitada por uma linha vertical com cinco e quatro pontos e o grupo do centro não possui nenhum sinal que os caracterize como ponto de partida para a leitura. Esta seria a percepção mais óbvia, mas há a necessidade de se levar em conta também outros factores.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Angola: Português descobre primeiras pegadas de dinossauro

Português descobre primeiras pegadas de dinossauro
O paleontólogo Octávio Mateus revelou à agência Lusa ter descoberto as primeiras pegadas de dinossauro encontradas em Angola, durante uma expedição internacional ocorrida entre julho e este mês naquele país.

O cientista português disse à Lusa que se trata das "primeiras pegadas que se conhece em Angola", que se presume pertencerem a um dinossauro saurópode que terá vivido no Cretácico Inferior, há cerca de 128 milhões de anos.

Ao todo, a descoberta é composta por 70 pegadas de mamíferos e por dois trilhos de dinossauros, um deles ainda com "impressões de pele".

Os achados de pegadas de mamíferos levam a equipa de cientistas internacionais, composta ainda por dois americanos e por um holandês e com colaboração angolana, a admitir a descoberta de "mamíferos muito maiores do que aqueles que se pensavam existirem à época no resto do mundo", dada a dimensão de pegadas com cerca de cinco centímetros.

Pela primeira vez, foram encontrados fósseis de dinossauro na província do Namibe, no sul do país, saurópode seria um dos primeiros vertebrados da era Mesozóica, "o que abre novas pistas para a descoberta de novas jazidas" nessa zona.

Durante a expedição, foram ainda feitos achados de plesiossauros, pterossauros e mosassauros, de mamíferos marinhos e de baleias e crocodilos.

Duas novas espécies de mosassauros (répteis marinhos), que até agora se desconheciam existirem em Angola, foram descobertas: " Carnodeus belgicus" e "Mosasaurus hoffmani" (este com um crânio enorme de 1,5 metros).

A expedição foi realizada nas províncias de Cabinda, Bengo, Kwanza Sul, Benguela, Namibe, Huila e Lunda Sul.

Os achados seguem agora para estudo, ficando mais tarde expostos no Museu de Geologia da Universidade Agostinho Neto, em Luanda.

No âmbito destas expedições a Angola, Octávio Mateus foi o responsável pela descoberta nesse país em 2005 dos primeiros fósseis de dinossauro, que foi considerado uma nova espécie para a ciência a que deu o nome de "Angolatitan adamastor".

O dinossauro saurópode, conhecido nos filmes da saga Jurassic Park do norte-americado Steven Spielberg pelo seu pesado porte (13 metros de comprimento) e pelo pescoço comprido, "era já uma relíquia ao tempo em que viveu".

Fonte: DN.PT

domingo, 31 de julho de 2011

Arqueologia: Peça única no mundo com motivos pornográficos descoberta em Lisboa


Investigadores em Arqueologia da Universidade Nova de Lisboa descobriram em escavações do antigo Convento de Santana, em Lisboa, uma peça única no mundo, com motivos raros para a época, imagens com cenas pornográficas numa taça chinesa do século XVII.

As escavações arqueológicas tiveram início em 2002, e terminaram em 2010, no local onde estão a ser construídos equipamentos da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova, onde existia o edifício do Instituto Bacteriológico Câmara Pestana, ao Campo Santana.

O investigador Mário Varela Gomes explica que aquela "é uma peça única no mundo", porque da época são conhecidas porcelanas chinesas com motivos eróticos, mas sem sexo explícito.

"Esta peça ultrapassa tudo o que se conhece da época, já tem conteúdos pornográficos" explica à agência Lusa o investigador em Arqueologia da Universidade Nova de Lisboa.

Trata-se de uma taça de porcelana com imagens que constituem uma espécie de manual de práticas sexuais, à semelhança de outras obras da época na filosofia do Kamasutra.

Os investigadores já contactaram especialistas de outros países e ainda não encontraram registo de peça semelhante. Só se encontram peças semelhantes dos finais do século XIX.

Para Mário Varela Gomes, há uma explicação possível para a descoberta de uma peça destas nas ruínas de um convento de freiras em Lisboa: "terá sido uma encomenda única feita por um nobre português abastado e o facto de se encontrar num convento, pode ter sido uma forma de manter a peça escondida, já que era muito perigoso, na época, com a inquisição, estar na posse de uma obra daquelas".


Na época era comum encontrar-se peças baseadas na ideia do Kamasutra, ou nos livros das noivas, em que eram demonstradas posições para a prática do sexo, a diferença é que "nunca se encontrava sexo explícito".

"O convento seria o melhor sítio para se esconder uma peça daquelas, que pode ter sido uma herança de família, alguém que trouxe da China secretamente", explica o investigador.

Em que contexto aquela porcelana foi parar a uma vala de detritos não se sabe. 

Sabe-se que na sequência do terramoto de 1755 o convento ruiu parcialmente, entrando em declínio a partir daí. Ainda foram feitas reconstruções, no reinado de D. Maria I, até à extinção das Ordens Religiosas, em 1834.

Nas escavações feitas no antigo Convento de Santana, onde chegaram a viver cerca de 300 pessoas, em 1702, das quais 130 religiosas, foi encontrado um vastíssimo espólio que permite aos investigadores reconstituir aspetos relacionados com a vida e a morte naquela instituição.

Rosa Varela Gomes e Mário Varela Gomes, os investigadores que coordenaram o trabalho, depararam com valas onde foram depositados detritos do antigo convento, e foi aí que tiveram a mais surpreendente descoberta. Naquelas valas existiam variadíssimos artefactos, muitos deles ainda intactos, que permitem identificar os quotidianos assim como a espiritualidade das residentes, fossem elas religiosas ou laicas.

De referir que aquele era o maior convento feminino da capital, nos séculos XVII e XVIII, quando existiam quase uma centena de conventos na capital.

Fonte: Sapo/@Lusa

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Foi encontrado fóssil de predador gigante com 470 milhões de anos

Uma equipa de paleontólogos descobriu um grupo de criaturas, extintas há centenas de milhões de anos, que chegaram a alcançar tamanhos inesperados e que sobreviveram à extinção do fim do Câmbrico, uma era geológica em que a vida ainda não tinha saído do mar.

Trata-se de um nova espécie do género Anomalocaris com mais de um metro de comprimento que foi encontrado no sudeste de Marrocos. Pensava-se até agora que este grupo teria desaparecido com a primeira grande extinção na Terra, no final do Câmbrico, mas afinal viveram até ao início do Ordovício, há menos de 30 milhões de anos atrás. O Anomalocaris(“camarão estranho) é um género extinto da família Anomalocaridae, que possuía uma estreita relação com os artrópodes.

Estas criaturas foram descobertas por uma equipa de investigadores liderada por Peter Van Roy, paleontólogo belga da Universidade de Yale, em New Haven, Connecticut (EUA). Segundo este investigador, estes Anomalocaris são, sem dúvida, os maiores predadores carnívoros descobertos até agora. “Os tamanhos dos exemplares marroquinos colocam-nos no topo da cadeia alimentar na primeira fase do Ordovício, onde tiveram um impacto enorme sobre os ecossistemas. Este papel foi posteriormente assumido por outros grupos, tais como os Nautilóides e os Euriptéridos, que talvez tenham contribuído para o seu desaparecimento ", disse Van Roy.

Animais como os caranguejos, escorpiões, aranhas, centopeias, miriápodes, lagostas, insectos, etc, teriam nestes estranhos Anomalocaris os seus antepassados distantes.

Mas nos campos de Marrocos não foi só este o grupo que foi descoberto por Van Roy, tendo sido também localizados milhares de outros exemplos de corpos de invertebrados de entre 488 e 472 milhões de anos atrás, abrindo uma janela a uma fauna que até agora se conhece pouco.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Satélites ajudam a encontrar 17 pirâmides no Egipto

Satélites viajando a cerca de 700 quilómetros da órbita da Terra conseguem, utilizando um sistema de raios infravermelhos, captar imagens de pirâmides escondidas debaixo de terra.

Através de uma técnica inovadora foi possível análisar essas imagens e encontrar 17 pirâmides e milhares de locais arqueológicos escondidos dos olhos humanos há muitos séculos.

A utilização desta técnica pioneira está a cargo de uma equipa chefiada pela egiptóloga Sarah Parcak da Universidade do Alabama, nos EUA.

Para a egiptóloga há ainda muito a ser descoberto, pois «esses são somente os locais mais próximos da superfície» e explica: «Este é o começo do nosso trabalho».

As descobertas são tema do documentário da BBC 'Egypt’s Lost Cities' ('As cidades perdidas do Egito') que vai para o ar na Grã-Bretanha na próxima segunda-feira.

Fonte: SOL
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