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domingo, 10 de julho de 2016

Microsoft já armazena em ADN dados de um computador

O armazenamento de dados representa, para a maior das empresas, um desafio. As formas tradicionais são seguras, mas têm vários problemas. Para além das questões mecânicas, existe também o volume que ocupam.

Mas a Microsoft está a trabalhar em novas formas de armazenamento e conseguiu agora um recorde, ao conseguir armazenar 200MB de informação em ADN sintético, um feito que não tinha ainda sido conseguido.

A procura de formas alternativas para armazenamento de dados levou os cientistas a olhar para o ser humano e para a sua constituição. Ai encontraram a forma mais básica onde a informação pode ser armazenada, o ADN.

Em conjunto com a Microsoft, a Universidade de Washington conseguiu criar ADN sintético e ai guardar 200MB de dados, que posteriormente recuperou.

Os 200MB de dados que foram colocados dentro do ADN foram constituídos por várias fontes. Um vídeo da banda banda Ok GO, cópias da Declaração Universal dos Direitos Humanos em vários idiomas, os 100 livros mais conhecidos do Projeto Gutenberg e a base de dados de sementes da Crop Trust foram comprimidos e colocados nesta experiência.

O resultado final foi armazenado num tubo de ensaio e tem um tamanho inferior ao de o bico de um lápis, o que mostra das capacidades desta nova técnica para armazenamento de dados.

Os seus autores revelaram que usando esta técnica toda a informação de um grande centro de dados pode ser comprimida para ocupar o espaço de alguns cubos de açúcar e que toda a informação da Internet caberia numa simples caixa de sapatos.

Como conseguem conter dados para ADN?

Para conseguir estes níveis de compressão, a informação é convertida do código binário para os 4 elementos que compõem o ADN (Adenina, Citosina, Guanina e a Timina). Para aceder aos dados, é apenas necessário reverter o processo, passando dos 4 elementos básicos para o código binário.

O armazenamento de dados em ADN sintético traz várias vantagens, face aos meios tradicionais. Para além da óbvia compressão conseguida, que permite ocupar muito menos espaço, este suporte é mais resistente, suportando melhor diferenças de temperaturas máximas e mínimas, e tem uma maior duração temporal.

200MB pode parecer um valor muito baixo e irrisório, se comparado com o que conseguimos hoje armazenar em dispositivos como uma pen USB ou um SSD, mas é o início de uma nova área que pode revolucionar o armazenamento de dados no futuro.


-- http://pplware.sapo.pt/

terça-feira, 15 de julho de 2014

Asteroide com pirâmide negra vem vindo rumo à Terra

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O satélite canadense Neossat captou imagens de um asteroide incomum que está se aproximando à Terra. O descomunal é uma estrutura jamais vista em outros asteroides, uma pirâmide negra sobre a sua superfície.

Segundo o International Business Times, que alega a Organização de Estudos Espaciais da Índia (ISRO, na sigla inglesa), que analisou as imagens do satélite canadense, o asteroide 1999 RQ36 leva sobre sua superfície uma pirâmide. Porém, a própria ISRO não comentou nada sobre o assunto, e no seu site nada consta do “asteroide dos extraterrestres”. Contudo, o vídeo de 1 minuto e 34 segundos publicado no YouTube e que vocês podem assistir em baixo da página, leva a sigla da ISRO.

A construção atraiu o interesse dos ufólogos, que não descartam a opção de que o asteroide esteja guiado por extraterrestres, devido a correções repetidas do seu rumo espacial.

Segundo a mídia, a pirâmide no corpo celeste foi descoberta pela ISRO em 29 de junho. O próprio asteroide é conhecido desde 1999. Várias fontes comentam que dentro de 170 anos aproximadamente, o 1999 RQ36 estará se aproximando ao nosso planeta.


-- Voz da Rússia

domingo, 13 de abril de 2014

Dispositivo 3D imprime coração humano vivo

saúde, medicina, 3d
Cientistas norte-americanos trabalham na criação de um coração humano vivo com a ajuda de tecnologias de impressão 3D, informa a mídia.

O coração deve ser criado a partir de células de tecido vivo do paciente. Investigadores já imprimiram válvulas do coração e pequenas veias. Os vasos sanguíneos foram testados com êxito em animais.

Os especialistas consideram que saberão imprimir todas as partes necessárias e reunir um órgão completo no prazo de 3-5 anos.

Em caso de êxito, semelhantes corações resolvem completamente o problema da rejeição do coração doado ou artificial pelo organismo humano.

-- Voz da Rússia

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Jogos digitais estão a acabar com videojogos em CD

Jogos digitais fazem cair videojogos em CD
Os vídeojogos em CD estão a perder espaço no mercado e especialistas na matéria afirmam ao Daily Mail que estes jamais irão recuperar o sucesso que tinham nos anos de ouro da Playstation ou da Wii. A culpa é dos jogos digitais.

Com o lançamento das novas consolas da Sony e da Microsoft seria normal pensar que a indústria dos vídeojogos ‘soma e segue’. Os entendidos na matéria preferem, no entanto, ter uma visão mais realista sobre o assunto.

Embora, segundo o Daily Mail, se preveja que a venda de vídeojogos cresça 10% este ano, apenas 2,8 euros em cada 7,2 euros gastos com vídeojogos provém da compra de jogos em CD para consolas ou computadores.

A crescente popularidade dos jogos online e o maior número de jogos disponíveis nos telemóveis, provocou uma quebra na venda de jogos tradicionais.

A ‘Strategy Analytics’ acredita que, no próximo ano, os videojogos em CD vão registar uma percentagem de vendas de 41%, o que representa uma quebra quando comparado com os 68% registados há cinco anos.

Os jogos online terão uma adesão de 31%, contra os 21% conseguidos em 2009, enquanto os jogos móveis registarão 28% de vendas, em contraste com os 11% registados também em 2009.

“Os videojogos em CD sofreram com o aparecimento dos jogos digitais e jamais irão recuperar os resultados que alcançaram nos anos de ouro da PS2 e da Wii”, defende Eric Smith, analista na empresa.

-- Notícias ao Minuto

terça-feira, 8 de abril de 2014

Cientistas franceses descobrem proteção para terramotos

Cientistas franceses descobrem proteção para terramotos
Um grupo de cientistas franceses pensa ter encontrado uma forma de proteger as cidades dos terramotos. Na sequência do seu trabalho, descobriram que a luz pode ser manipulada de forma a tornar os objetos "invisíveis".

Brûlé, Javelaud, Enoch e Guenneau desenvolveram um trabalho que mostra que a luz, ao atingir determinadas frequências, pode formar um escudo invisível à volta de certos objetos. Os resultados do estudo foram adaptados para poderem proteger cidades de sismos.O estudo foi publicado no jornal "Physical Review Letters".

Ao colocar no solo um conjunto sintonizado de buracos, com cinco metros de profundidade, à volta de uma cidade, estes poderiam ressoar vibrações idênticas àquelas emitidas pelos terramotos.

Na experiência, os cientistas utilizaram sensores sismográficos para verem como é que a força das ondas se propagava quando entrasse em contacto com o "escudo". As ondas acústicas plantadas no solo desviaram-se dos buracos, propagando-se em volta da área escolhida.

Com estes resultados, os cientistas esperam agora que esta descoberta possa ser usada para proteger cidades inteiras, desviando as forças magnéticas dos terramotos para lugares onde não provoquem tantos estragos.

-- Jornal de Notícia

segunda-feira, 24 de março de 2014

Investigadores conseguem criar rostos 3D a partir do ADN

Um grupo de cientistas norte-americanos desenvolveu um método que consegue criar a imagem 3D de uma cara a partir das instruções genéticas de uma pessoa, mesmo sem saber quem ela é.

As equipas de criminologia de todo o mundo podem esfregar as mãos de contentamento, pois caso uma nova metodologia desenvolvida consiga mostrar resultados, prender criminosos será mais rápido e mais fácil do que nunca. Um grupo de investigadores da universidade estatal da Pensilvânia, EUA, consegue criar um modelo tridimensional de um rosto a partir do ADN do sujeito. 

E não é necessário saber quem é o indivíduo. A ideia é mesmo essa. Conseguir gerar uma cara apenas através da informação genética que é deixada, por exemplo, em cenas dos crimes. 

Para criarem a ferramenta os investigadores mapearam a cara de 600 voluntários, de vários sexos, ascendências e idades. Em cada cara foram marcados mais de 7.000 pontos de referência para saberem de que forma é que a cara de cada indivíduo pode diferir da cara "tradicional" e para saber como esta é constituída.

Os cientistas viriam a descobrir que 20 genes são responsáveis por determinar a forma da face dos humanos, escreve o TechTimes. 

O método não é ainda 100% fiável, como seria de esperar, mas ambiciona conseguir balizar com alguma precisão o tipo de suspeito pelo qual as forças policiais devem procurar. Além da área criminal esta nova tecnologia podia ser usada na identificação de vítimas de crimes ou acidentes violentos, ser usada para encontrar pessoas desaparecidas ou até atestar a identidade de alguém. 

O objetivo é que no futuro uma máquina receba uma amostra de ADN e processe essa informação num modelo 3D impresso na hora. Para isso o grupo de investigação vai avançar para uma nova fase de desenvolvimento onde vão tentar mapear 30 mil pontos da face dos voluntários.

-- Sapo/TechTimes

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A partir de 2016, em todos os automóveis da União Europeia serão inseridos bloqueadores eletrônicos

União Europeia: os automóveis vão ajudar o "Big Brother"
Aproximadamente a partir de 2016, em todos os automóveis produzidos nos 28 países da União Europeia serão inseridos bloqueadores eletrônicos especiais com comando por rádio.

Este dispositivo permitirá à polícia imobilizar a partir do seu painel central qualquer automóvel cujos passageiros despertem alguma suspeita. Foi a organização europeia Statewatch, especializada na proteção dos direitos humanos, quem divulgou esta informação.

Se estes planos secretos não viessem à luz tendo como pando de fundo o escândalo em torno do “dossiê Snowden” e da Agência de Segurança Nacional dos EUA, é bem provável que não houvesse nenhuma indignação especial em seu torno. A Comissão Europeia asseverou aos cidadãos que tudo isso não passa de uma medida que ajudará a deter um sequestrador, um eventual criminoso ou, inclusive, um motorista que tenha ultrapassado a velocidade permitida. Os EUA justificam-se mais ou menos da mesma maneira: toda a vigilância é efetuada somente contra os suspeitos de terrorismo e somente para o bem dos cidadãos. Mas se soube que a Agência de Segurança Nacional registra cerca de cinco bilhões de dados sobre a localização dos telefones celulares por dia. É um tanto demais por os “suspeitos de terrorismo”.

A fim de evitar que Bruxelas siga as pegadas da América, os europeus exigem agora que a direção da União Europeia explique o que é o novo sistema, qual a sua finalidade e que normas legislativas serão aprovadas a fim de impedir a arbitrariedade dos serviços de segurança.

A ideia desta inovação nasceu nas entranhas do Comitê Permanente para a Cooperação Operacional em matéria de Segurança Interna, conhecido pela abreviatura COSI. Este órgão é coordenador pan-europeu do trabalho operacional dos serviços de segurança e da polícia. Ele foi instituído em 2010 e desenvolveu quase imediatamente o programa Rede Europeia de Tecnologias de Manutenção da Atividade de Segurança, Enlets. Foi resolvido que o desenvolvimento, teste e introdução de novos dispositivos iria levar seis anos. Portanto, o sistema pode ser posto em funcionamento aproximadamente a partir do ano de 2016. Em 2012, a Enlets recebeu mais de meio-bilhão de euros para a realização do seu programa.

Os parlamentares europeus exigiram publicar imediatamente todos os aspetos do programa secreto e fornecer respectivas informações a Estrasburgo.

O maior problema desta última inovação policial da União Europeia consiste em que as suas possibilidades são muito maiores do que tinha sido declarado. Estes dispositivos podem não somente parar os carros. Podem também determinar a sua localização, os dados do seu proprietário, o seu endereço, a direção que seguia, a quantidade de gasolina no seu tanque, ouvir as conversas dentro do carro e revelar quem é que está viajando, de onde e para onde vai, e quem são os passageiros. Como vemos, é grande a tentação dos serviços secretos de efetuar a “espionagem complementar”.

-- Voz da Rússia

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Inovação Japonesa: Sutiã só se abre perante o "verdadeiro amor"

Sutiã só se abre perante o "verdadeiro amor"
A Ravijour, uma empresa de lingerie japonesa criou um sutiã que, segundo a mesma, consegue detetar quando uma mulher está apaixonada. É que esta peça intima só se abre perante o "verdadeiro amor"...

O "true love tester" (assim é denominado este inovador sutiã) está ligado via bluetooth a uma aplicação do telemóvel que analisa os batimentos cardíacos da mulher que o está a usar. De acordo com o designer que criou esta original peça, uma pessoa apaixonada liberta hormonas que alteram os batimentos cardíacos. Ora, esta aplicação, explica, calcula o "amor verdadeiro" com base na taxa de alteração desse mesmo ritmo cardíaco.


Quando o nível de emoção ultrapassa determinado valor, o fecho eletrónico que aperta o sutiã (neste caso, um sensor que brilha e que está localizado na parte da frente), abre automaticamente.

Segundo o site do 'Daily Mail', uma sexóloga garante que estamos perante "um sutiã revolucionário que sabe o que as mulheres sentem". Isto, porque o fecho só abre quando a mulher está apaixonada pela pessoa que está junto a si.

O sutiã não se encontra à venda e, para já, não há indicações de que venha a ser comercializado. De momento, a peça de lingeriepode apenas ser testada, e não comprada.

-- DN.PT

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

100 mil computadores em todo o mundo estão a ser espiados

A Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos EUA instalou secretamente em quase 100 mil computadores em todo o mundo um software especial que permite, além de os acessar, lançar ataques cibernéticos, adiantou terça-feira (14) a versão eletrônica do jornal americano The New York Times.

De acordo com documentos apresentados ao jornal pelo ex-colaborador da CIA, Edward Snowden, a NSA serve-se, em particular, de uma tecnologia secreta que possibilita invadir mesmo os computadores não conectados à Internet. A NSA vem praticando amplamente este método desde 2008, no âmbito do programa Quantum.

-- Voz da Rússia

sábado, 11 de janeiro de 2014

Impressora 3D gigante fabrica casa em 24 horas

Impressora 3D gigante fabrica casa em 24 horas
Behrokh Khoshnevis, professor da Universidade do Sul da Califórnia, construiu uma gigantesca impressora 3D, capaz de fabricar uma casa em 24 horas. O robô molda o edifício com base num padrão de habitação feito por computador.

Esta tecnologia, batizada de "Countour Crafting", pode revolucionar a indústria da construção civil. O sistema tem um bocal ejetor de betão e opera usando dois trilhos para espalhar o cimento. Depois dessa operação, os trabalhadores instalam as portas, janelas, rodapés e os outros elementos de acabamento da casa. "É basicamente aumentar a impressão 3D para a escala de uma construção", explica o professor Behrokh Khoshnevis.

O "Countour Crafting" reduz o custo de construção de uma casa, para além de ajudar na reconstrução de casas devastadas por desastres naturais e tornar viável uma requalificação urbana: "No início do século XXI, quase um milhão de pessoas depende de favelas para se abrigar", afirma Khoshnevis. "Essas construções são ninhos para doenças causadas por problemas inatos às construções convencionais, que dependem de um processo de trabalho lento, intenso e ineficiente", complementa.

O professor revela ainda que o sistema tem o potencial de construir prédios com vários andares, já que a sua estrutura pode ser movida conforme o processo avança. Para além disso, garante que não tem de haver preocupação com casas iguais, uma vez que o "Contour Crafting" possibilita a criação de paredes curvas e de detalhes arquitetónicos exóticos, que normalmente resultariam em custos de produção bastante altos.

O projeto ainda está em fase de testes. Atualmente, a pesquisa é financiada pela NASA e pelo Cal-Earth Institute, tendo como foco o estudo de estruturas civis modernas e as possibilidades de erguer construções em locais como a Lua.


-- Jornal de Notícias

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Impressora 3D "imprime" refeições e pode revolucionar a cozinha em casa

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Uma máquina desenvolvida pelos mesmos criadores das impressoras 3D poderá revolucionar o conceito de cozinhar em casa, ao permitir aos utilizadores "imprimir" as suas refeições.

Esta "impressora de comida" pode fazer "qualquer coisa", desde pizzas a massa, a bolos num número de formas e tamanhos.

A máquina Foodini, trocadilho com food (comida) e Houdini, o ilusionista, é da autoria da Natural Machines, com sede em Barcelona. A empresa diz que o engenho combina "tecnologia, comida, arte e design".

O aparelho utiliza diferentes ingredientes colocados por camadas que podem ser configuradas através do painel de controlo.

Destinada às famílias e aos restaurantes, a Foodini deverá chegar às lojas em meados de 2014, pelo preço de 997 euros. As cápsulas com os ingredientes serão vendidas à parte.

Existem, contudo, algumas limitações aos "poderes" do dispositivo. Um porta-voz da empresa sublinhou que a máquina não é tão "revolucionária" como pode parecer à primeira vista.

"A Foodini não automatiza todas as tarefas de cozinhar, nem cozinha a comida. Pode, se necessário, manter comida quente, já que tem um elemento para aquecer", explicou.

"Fazer a nossa própria comida e conhecer todos os ingredientes é obviamente melhor. Mas requer mais tempo na cozinha, comparando com abrir uma saqueta com algo processado, congelado ou previamente preparado".

-- Diário Digital



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Tório: Novo combustível pode manter carro a andar durante 100 anos com apenas 8 gramas

E se pudesse comprar um carro que não precisaria de ser reabastecido com combustível? Isso pode tornar-se uma realidade se as pesquisas com um elemento químico chamado tório (Th) forem para frente.

Apenas um grama de Th equivale à energia produzida por 28 mil litros de gasolina. Seria assim possível manter um carro a andar por 100 anos com oito gramas de Th - muito mais que a vida útil de um carro convencional.

O elemento foi descoberto em 1828 pelo químico sueco Jons Jakob Berzelius, que o baptizou como tório em referência ao deus nórdico Thor. Trata-se de um metal radioactivo que está entre os elementos mais densos existentes e hoje é usado para produzir filamentos para lâmpadas incandescentes e vidros especiais.

Em 2009 a Loren Kulesus já havia pensado em usar o Th em carros, quando desenvolveu o World Thorium Fuel Concept Car. Actualmente quem lidera um projecto semelhante é a empresa norte-americana Laser Power System e os seus protótipos são motores com 250 kg que podem ser colocados em automóveis.

Mas o Th também pode ser adoptado em casas, ambientes de trabalho, outros tipos de transporte, equipamentos militares e até naves espaciais, conforme a empresa.

--Diário Digital

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Milionário russo 'descobre' como se tornar imortal Com "Projecto Avatar"

Empresário russo anuncia projeto que vai copiar o seu corpo e o seu cérebro para um holograma e torná-lo imortal a partir de 2045.

Chama-se Projeto Avatar, o seu nome inspirou-se no famoso filme de James Cameron e foi lançado por Dmitry Itskov, um milionário russo de 32 anos, e o seu objetivo é copiar o corpo e o cérebro de uma pessoa para um holograma, de modo a permitir que ela viva eternamente.

Presidente da empresa russa New Media Stars, ligada ao negócio dos media online, Dmitry Itskov, que descreve esta iniciativa como "a próxima etapa da evolução", será a primeira cobaia do Avatar, e afirmou ao jornal britânico "Daily Mail" que "este projeto abre o caminho para a imortalidade".

O Avatar integra-se na "Iniciativa 2045", uma organização sem fins lucrativos fundada pelo empresário russo, que pretende criar uma comunidade em rede com os cientistas que lideram, a nível mundial, a investigação sobre o prolongamento da vida humana através das tecnologias cibernéticas. E que vai financiar projetos muito variados nesta área.

Eliminar o envelhecimento e a morte

A "Iniciativa 2045" salienta no seu manifesto que "é possível e necessário eliminar o envelhecimento e mesmo a morte, e ultrapassar os limites fundamentais das nossas capacidades físicas e mentais, estabelecidos pelas restrições do nosso corpo". 

E destaca que "o maior projeto tecnológico do nosso tempo será a criação de um corpo humano artificial e a subsequente transferência da consciência humana individual para esse corpo".

O milionário russo garante que "um indivíduo com um Avatar perfeito será capaz de se integrar na sociedade porque, na verdade, as pessoas não querem morrer".

Itskov rodeou-se de 30 cientistas russos de grande prestígio, especialistas em interfaces neuronais, robótica, orgãos artificiais e sistemas, e quer criar um centro internacional e uma universidade para investigarem a imortalidade.

A 15 e 16 de junho, a "Iniciativa 2045" organiza em Nova Iorque a segunda edição do Congresso sobre o Futuro Global (a primeira foi em Moscovo), onde o empresário promete apresentar "a cabeça de andróide mais parecida com uma cabeça humana em todo o mundo", revela a publicação americana online "Kurzweil Accelerate Intelligence".

Um andróide é um robô ou um organismo sintético concebido para se parecer e agir como um ser humano. A cabeça terá expressões faciais muito articuladas através de 36 servomotores e será uma réplica robótica da cabeça de Dmitry Itskov, tendo sido construída pelo cientista americano David Hanson, fundador da Hanson Robotics, que se tornou famosa pela criação de 40 andróides de personalidades conhecidas, entre as quais Albert Einstein.

Quatro etapas para a imortalidade cibernética

Há quatro etapas fundamentais neste projeto. A primeira, prevista para 2015-2020, passa por fazer uma cópia robótica do corpo de uma pessoa, com controlo remoto feito através de um sistema de interface cérebro-computador conhecido por BCI (brain-computer interface).

O BCI poderá mesmo permitir a uma pessoa controlar remotamente vários corpos robóticos de diferentes formas e tamanhos.

Segue-se, em 2020-2025, a criação de um sistema de suporte de vida autónomo para o cérebro de uma pessoa em fim de vida, em que o seu corpo esteja danificado de uma forma irreversível mas o cérebro intacto para ser transplantado. Deste modo, a pessoa poderá "regressar" a um corpo robótico totalmente funcional.

Viver num corpo feito de luz

Esse corpo poderá ter capacidades sobre-humanas, como resistência a elevadas temperaturas, a grandes pressões atmosféricas, a radiações, à falta de oxigénio e muitas outras.

Depois, em 2030-2035, será criado um modelo em computador do cérebro e da consciência humana, com o subsequente desenvolvimento de processos que permitam transferir a consciência de uma pessoa para um cérebro artificial.

Na quarta e última etapa, em 2040-2045, os cientistas irão criar um holograma do corpo e do cérebro de uma pessoa, de modo a que esta possa atingir a imortalidade cibernética - num corpo e num cérebro feitos de luz. 

Dmitry Itskov fala na ideia da evolução humana para uma "neo-Humanidade" baseada em cinco princípios: elevada espiritualidade, cultura, ética, conhecimento científico e tecnologia.

"A neo-Humanidade irá mudar a natureza corpórea do ser humano e torná-lo imortal, livre, alegre, independente das limitações do espaço e do tempo", sublinhou o empresário à publicação online americana "iTech Post".

Fonte: Expresso.sapo

sábado, 2 de março de 2013

Cientistas mostram que comunicação "telepática" é possível

Cientistas mostraram que é possível transmitir instruções de um rato para outro através de um processo "telepático", no qual os cérebros dos animais estão interligados por fios elétricos.

Cientistas da Universidade americana de Duke, em Durham, Carolina do Norte, e do Instituto Internacional de Neurociência de Natal, no Brasil, publicaram um estudo, esta quinta-feira, na revista"Scientific Reports", em que demonstram a comunicação eletrónica entre os cérebros de dois ratos, separados por milhares de quilómetros.

Vários elétrodos foram implantados no córtex motor e no córtex sensorial dos dois ratos, ligando assim o par. Ambos estavam num compartimento diferente.

O primeiro rato, o "codificador", era ensinado a carregar num botão. Uma luz acesa à esquerda indicava que era aquele o botão a ser premido. Ao carregar no botão certo o rato recebia água, a recompensa.

Depois, a atividade cerebral do "codificador" era transmitida para o segundo rato, o "descodificador", que, sem ter visto a primeira experiência e sem qualquer treino, tinha de carregar no botão correto. As duas luzes eram acesas (esquerda e direita) e, apenas com a informação elétrica recebida do "codificador", o segundo rato tinha de decidir qual o botão correto e carregar nele para receber também a recompensa.

A taxa de sucesso destas experiências foi cerca de 70%, mais significativa do que se o "descodificador" tivesse de escolher o botão ao acaso.

Os cientistas decidiram levar esta comunicação ainda mais longe e, quando o "descodificador" errava no botão, o "codificador" recebia menos água. Assim, o primeiro rato mudava a sua função cerebral e o comportamento para ajudar o parceiro a ser bem sucedido.

"Vimos que quando o rato 'descodificador' cometia um erro, o 'codificador' mudava a sua função cerebral e o comportamento para facilitar ao parceiro acertar no botão", disse, ao "The Independent", o professor Miguel Nicolelis, da Universidade de Duke, que dirigiu a equipa de cientistas.

Segundo o professor, quando o "codificador" fazia estas adaptações, o "descodificador" acertava mais vezes, portanto ambos recebiam maior recompensa.

"Estas experiências mostraram que estabelecemos uma comunicação sofisticada e direta entre cérebros... portanto, basicamente, estamos a criar um computador orgânico", acrescentou.

O professor Nicolelis disse ainda que "não é possível prever que tipos de propriedades poderiam surgir quando um grupo de animais começasse a interagir como parte de uma rede de cérebros. Na teoria, poderíamos imaginar que a combinação de vários cérebros seriam capazes de fornecer soluções que um cérebro sozinho não conseguiria adquirir".

No entanto, segundo o professor Christopher James, da Universidade de Warwick, no Reino Unido, que já realizou estudo semelhante a este, esta técnica ainda é muito "verde" e baseia-se em monitorizar a atividade nervosa de apenas uma parte do cérebro dos ratos.

Fonte: Jornal de Notícias

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Cientistas aprenderam a "imprimir" órgãos

cientistas, microbiologia, desenvolvimento
Órgãos novos para o corpo humano podem não só serem cultivados, mas também montados a partir de células como um quebra-cabeças tridimensional. Isso é feito por impressão em uma bioimpressora.

Ainda há pouco tempo a biofabricação tridimensional parecia um fenômeno da ficção científica. Hoje, os biólogos russos já têm uma visão prática de como usar essa tecnologia, o que é, sem exagero, uma verdadeira revolução na ciência.

Uma impressora especial é atestada com células em vez de tinta. De acordo com o modelo computorizado, num substrato especial, é feita uma impressão em 2D. Depois é feita a impressão camada após camada, e assim é fabricado um órgão tridimensional.

As unidades de impressão numa bioimpressora não são as células individuais, mas sim os esferoides que consistem em conglomerados de células em forma de esferas que são colocadas em hidrogel. Os diferentes tecidos são construídos de esferóides diferentes, cada tipo tem um orifício diferente no cartucho de impressão. Os esferoides não continuam como elementos separados, eles se fundem formando os tecidos do futuro órgão.

Porém, para serem impressos os esferoides primeiro têm de ser criados e essa tarefa é resolvida com a ajuda de aparelhos robóticos. Estes têm diferente configuração e também uma produtividade diferenciada. O atual recorde é de 10 mil esferoides por segundo. Para imprimir um órgão é necessário um desenho computorizado.

Um órgão é uma estrutura complexa de tecidos diferentes que é percorrida por uma rede de vasos sanguíneos. Os biólogos já conseguiram imprimir, com a ajuda dos esferoides, vasos sanguíneos e uma rede ramificada de capilares.

Já falta pouco para a bioimpressão ser experimentada em animais. A etapa seguinte será fazer uma reconstrução computorizada de um rim ou de um fígado.

Segundo as previsões dos especialistas, podemos esperar a fabricação do primeiro órgão funcional até 2030.

Fonte: Voz da Rússia

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Cientistas norte-americanos criaram uma "célula-zumbi"

cientistas, microbiologia, EUA
Os cientistas norte-americanos conseguiram criar um célula que fica viva mesmo depois da morte.

Por mais paradoxal que seja, a célula morta distingue-se por sua vitalidade. Por exemplo, ela pode tolerar uma pressão mais forte e uma temperatura mais alta do que a comum.

Graças a esta descoberta, os cientistas poderão agora preservar o material orgânico para um prazo mais longo. A "célula-zumbi" foi descoberta por cientistas da Universidade do Novo México, que acreditam que esta tecnologia será particularmente útil em nanotecnologia e produção industrial.

Fonte: Voz da Rússia

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Cientistas russos inventaram elixir da juventude

células-tronco
Cientistas de Novossibirsk elaboraram um verdadeiro elixir da juventude, desenvolvendo um preparado único que obriga a médula humana a produzir células-tronco.

Estas, por seu lado, são capazes de recuperar órgãos afetados. O remédio milagroso permite ser jovem e sadio em qualquer idade.

O tratamento com a ajuda de células-tronco é uma tendência que está em voga. Estas células ajudam a combater enfartes, ataques repentinos e diferentes traumatismos. Na cosmetologia, são aplicadas para eliminar afeções cutâneas de idade, devolver a frescura juvenil à face. O problema consiste em que a atual metodologia de aplicação de células-tronco não é segura em muitos casos, disse à Voz da Rússia o diretor-geral da companhia que desenvolveu o novo preparado, Andrei Artamonov:

“Hoje, as células-tronco são extraídas da medula óssea, reproduzidas e inseridas novamente no sangue. Já se trata de células multiplicadas fora do organismo e não se sabe onde elas podem diferenciar, podendo entrar num órgão afetado ou num órgão absolutamente sadio. Em resultado, por exemplo, no coração pode crescer uma costela. São, no fundo, células alheias ao organismo”.

Este problema foi resolvido em Novossibirsk. Os cientistas desenvolveram um preparado codificado como G5, que obriga a médula óssea humana a produzir novas células-tronco, capazes de encontrar e de recuperar órgãos afetados. Nas palavras do especialista, estas células não abandonam o seu próprio organismo. Este preparado pertence a uma nova classe de remédios da medicina regenerativa e não tem análogos no mundo, afirma Andrei Artamonov:

“Tais preparados não existem hoje. O G5 obriga a médula óssea a produzir suas próprias células-tronco que não abandonam o organismo. O número destas células diminui cada vez mais com o passar dos anos. O novo método medicinal consiste em tentar obrigar o próprio organismo a se recuperar à conta de suas reservas”.

As metodologias existentes são orientadas para um tratamento sintomático: no caso de uma dor é necessário tomar um analgésico. É muito mais complexo, mas ao mesmo tempo mais justo recorrer às reservas do organismo humano. Só isso “pode tornar-nos jovens e felizes, pode fazer-nos lembrar como éramos na infância”.

O preparado desenvolvido em Novossibirsk já passou por ensaios pré-clinicos e terá em breve testes clínicos. Dentro de um ano e meio, o G5 poderá aparecer no mercado.

Fonte: Voz da Rússia

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Portugal é o 25.º país mais inovador do mundo

Portugal é o 25.º país mais inovador do mundo, de acordo com o Global Innovation Index, da agência financeira Bloomberg, que lista 50 países soberanos, surgindo na liderança os Estados Unidos, a Coreia do Sul e a Alemanha.

A Bloomberg examinou recentemente mais de 200 países para determinar o seu nível de inovação, de acordo com sete fatores: intensidade de investigação e desenvolvimento (I&D), produtividade, densidade de alta tecnologia, concentração da investigação, capacidade industrial, níveis de educação e atividade de patentes.

A lista foi inicialmente encurtada para 96 nações e finalmente para 50, estando Portugal a meio da tabela, à frente, por exemplo, da China (29.º lugar).

Entre os sete indicadores analisados, a melhor avaliação de Portugal é na concentração de investigação (13.º lugar), seguindo-se a intensidade de I&D (23.º lugar) e a densidade de alta tecnologia (27.º lugar). Por oposição, os piores desempenhos de Portugal foram registados na atividade de patentes (62.ª posição) e na capacidade industrial (57.ª posição).

Na lista da Bloomberg constam ainda países como Itália (24º), Espanha (27.º), Estónia (31.º), Hong Kong (36.º), Malta (39.º), Grécia (41.º), Bulgária (43.º), Roménia (46.º) e África do Sul (50.º).

Fonte: Jornal de Notícias

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Cientistas gravam 2,2 petabytes de dados em um grama de DNA

A possibilidade de usar o DNA como um pendrive mais espaçoso do que qualquer dispositivo já criado ganhou força na última quarta-feira (23). Dois cientistas britânicos conseguiram armazenar uma quantidade inédita de arquivos em DNA sintético. Na média, foram 2,2 petabytes (2,2 milhões de gigabytes) por grama.

A conquista foi anunciada ontem pelos pesquisadores Nick Goldman e Ewan Birdney, do Instituto Europeu de Bioinformática (EBI, em inglês). Eles afirmam que a descoberta pode promover o DNA, em longo prazo, a principal método de armazenamento de arquivos digitais.
Como se armazenam dados em um DNA sintético?

Há mais de um ano a ciência trabalha ativamente com o DNA sintético. Ele é produzido em laboratório de uma maneira relativamente simples: substitui-se a desoxirribose, composto orgânico (equivalente ao D do DNA), por polímeros. Isso facilita a manipulação e mantém a capacidade original do DNA em armazenamento e transmissão de dados.

Dessa forma, as quatro bases proteicas do DNA,  Adenina (A), Citosina (C), Timina (T) e Guanina (G), servem de suporte para fazer esse armazenamento. Cada ser humano tem, em seu genoma, mais de 3 bilhões dessas letras, cujas combinações moldam o que somos. Em tais letras, os pesquisadores agora podem inserir arquivos, como se fosse um gigantesco HD (disco rígido).
Entenda o novo método

Os dois pesquisadores europeus criaram uma sequência artificial na qual modificaram trechos de áudio do discurso “Eu tenho um sonho”, de Martin Luther King, todos os 154 sonetos de Shakespeare, uma foto do prédio do EBI, em Cambridge (Reino Unido), e uma cópia em .pdf do artigo em que cientistas enunciaram a existência da dupla-hélice pela primeira vez.

Com todos os arquivos estocados na estrutura, enviaram o material a um laboratório na Califórnia (EUA), onde o DNA foi sintetizado para ficar do jeito em que o encontramos no núcleo de uma célula.

Da Califórnia, este DNA sintetizado foi enviado de volta ao EBI pelo correio, dentro de um tubo de ensaio. No laboratório na Inglaterra, os cientistas conseguiram extrair os arquivos do DNA sintetizado e recuperá-los com 100% de precisão.

O DNA é um composto extremamente pequeno, denso e compacto, não necessitando de nenhum tipo de energia para ser armazenado. São vantagens claras sobre os HDs e pendrives de que dispomos atualmente. Mesmo considerando que ainda há muito a caminhar para tornar esse procedimento usual e pouco oneroso, também há muito o que comemorar com esta novidade. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Davos 2013: extraterrestres, supercapacidades humanas, imortalidade

Davos, extraterrestres, medicina
Para além de questões econômicas tradicionais, a agenda do Fórum Econômico Mundial em Davos inclui tais temas como utilização não controlada de tecnologias da engenharia genética, intervenção médica no cérebro humano, prolongamento artificial da vida humana, existência de civilizações extraterrestres. As discussões, preparadas com o apoio da revista Nature, são denominadas X-Fator e parecem mais com um cenário de filme de ficção científica.

Na opinião de cientistas, a humanidade terá em breve medicamentos capazes de provocar supercapacidades nos homens. Tanto que cientistas estão desenvolvendo atualmente remédios contra tais males como a doença de Alzheimer e a esquizofrenia, no futuro, provavelmente, poderão aparecer medicamentos que estimulem a atividade mental nas pessoas comuns.

Cientistas concordam que as supercapacidades humanas podem ser impulsionadas com a ajuda de engenhos eletrônicos altamente tecnológicos: as experiências mostraram que a atividade cerebral e a memória podem ser melhoradas com a ajuda de aparelhos eletrônicos implantados no organismo humano. Mas tal método é tecnologicamente complexo e é pouco provável que ele seja acessível para uma pessoa comum, diferentemente dos preparados médicos. Contudo, na opinião de cientistas, a neurobiologia alcançará um novo nível dentro de dez anos e sensores eletrônicos implantados no cérebro serão largamente divulgados. Pergunte-se contudo: será ético dividir a sociedade em aqueles que podem permitir-se melhorar a atividade cerebral e aqueles que não podem fazê-lo? Será possível vender livremente tais preparados e será necessária uma base legislativa para tal?

Outro tema de discussões é o aumento dos problemas ligados ao crescimento da duração da vida humana. Medicamentos de última geração permitiram prolongar em 35% a vida de pessoas. Este fator positivo é acompanhado de perdas financeiras relacionadas com pagamentos sociais e de superpopulação do planeta.

Segundo especialistas, a eutanásia é a única solução do problema, porque, graças ao desenvolvimento da medicina, mesmo as pessoas mais fracas e doentias podem viver até 90-100 anos, o que contraria a lei da natureza de que sobrevivem os mais fortes.

O tema mais extraordinário de discussões é a existência de civilizações extraterrestres. Os peritos do Fórum concordam que a humanidade poderá descobrir planetas habitadas em resultado da exploração do espaço e apela a que a comunidade mundial se prepare para um encontro com uma civilização extraterrestre e avalie as potenciais ameaças deste contato. Por outro lado, será necessário formar serviços especiais para descobrir civilizações extraterrestres que possam prevenir ameaças vindas do cosmos.

No entanto, como afirmam muitos peritos, a descoberta de uma razão extraterrestre não alterará muito a vida humana. Embora este seja um acontecimento sensacional, é pouco provável que ele influa imediatamente na vida humana. No entanto, a longo prazo, poderá mudar a consciência psicológica e filosófica das pessoas. Mesmo o descobrimento de um vestígio de vida num outro planeta provocará conversas sobre a possível existência da vida no universo, o que, por sua vez, irá frustrar os princípios da filosofia e da religião, consideram os peritos do Fórum.

Fonte: Voz da Rússia
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