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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Africa do Sul: Homem morreu após ser amarrado e arrastado por carro da polícia

Um taxista moçambicano morreu, após agentes da polícia sul-africana o terem amarrado na parte traseira de um carro da corporação e arrastado cerca de 400 metros. Veja o vídeo (vídeo contém imagens chocantes).

Imagens captadas por um vídeo amador e divulgadas, esta quinta-feira, pelo jornal sul-africano "Daily Sun", mostram Mido Macia, moçambicano de 27 anos, a ser detido por agentes sul-africanos, após uma discussão sobre estacionamento numa praça de táxi, em Davidton, na província de Gauteng, na África do Sul.


Depois de demonstrar resistência, para não entrar no carro celular da polícia, os agentes algemaram-no à parte traseira do veículo policial que, de seguida, se pôs em marcha, arrastando o jovem.

Em comunicado, citado pelo jornal "Daily Sun", um porta-voz da direção da polícia de investigação independente sul-africana justificou a detenção de Mido Macia com o facto de este ter retirado a arma de fogo de um dos agentes.

Contudo, o subtenente da polícia sul-africana conseguiu recuperar a arma do motorista de táxi, devolvendo-a ao seu colega.

"Os policias colocaram o suspeito na parte de trás do carro da polícia e levaram-no para a esquadra onde ele foi detido. O taxista foi encontrado morto às 09.15 horas", escreve o jornal sul-africano, acrescentando que o moçambicano terá sido espancado até à morte.

Fonte: Jornal de Notícias

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Vídeo de agressão a duas mulheres em Luanda gera condenação generalizada

Vídeo de agressão a duas mulheres em Luanda gera condenação generalizada
Um vídeo que mostra duas mulheres a serem barbaramente espancadas num armazém em Luanda está a suscitar generalizada condenação, e em comunicado enviado, esta sexta-feira, à Lusa, a Procuradoria Geral da República informa estar já em curso um inquérito.

No comunicado, a PGR refere ter tomado conhecimento da existência do vídeo no passado dia 6, "mostrando cenas macabras, retratando um caso de justiça privada" em Luanda.

As duas mulheres acusadas de terem roubado uma garrafa de champanhe e um sabonete, para posterior venda, surgem no filme a serem espancadas por vários homens e mulheres, armados com uma catana, bastões e mangueiras, deixando as vítimas em estado de exaustão e desfalecimento.

Os agressores, cujas caras são facilmente identificáveis, riem-se e gritam enquanto alguns filmam com telemóveis ou câmaras portáteis o que se está a passar.

O vídeo foi colocado há dois dias nas redes sociais e teve já mais de 8 mil visualizações no canal do semanário privado angolano Folha 8 no Youtube.

Na sequência de uma busca autorizada judicialmente, o Ministério Público apreendeu no dia 7, no local, os instrumentos de tortura que surgem no vídeo.

A PGR anuncia ainda ter interpelado algumas pessoas presentes no local onde ocorreram os espancamentos.

Também em comunicado enviado esta sexta-feira à Lusa, o Grupo de Mulheres Parlamentares angolanas exige a condenação dos autores do crime.

No comunicado enviado à Lusa, assinado por Cândida Celeste da Silva, deputada do partido no poder, MPLA, e antiga ministra da Família e Promoção da Mulher, o Grupo das Mulheres Parlamentares felicita os cidadãos que denunciaram o crime, considerando-o um atentado aos Direitos Humanos.

Fonte: Jornal de Notícias



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Argélia: Islamitas capturam ocidentais em instalação da BP

Militantes ligados à al-Qaeda capturaram hoje 41 reféns estrangeiros numa unidade da BP, em resposta ao ataque francês aos seus aliados que operam no Mali.

Ao início da tarde, um grupo armado ligado à al-Qaeda do Magrebe Islâmico (Aqmi) atacou a instalação de produção de gás na região de In Amenas na Argélia, perto da fronteira com a Líbia, tendo capturando perto de 400 trabalhadores da unidade nas zonas residenciais.

Segundo um porta-voz da Aqmi, citado pelos media franceses, após interrogatório todos os reféns de nacionalidade argelina e religião muçulmana foram libertos tendo ficado na sua posse "41 detidos ocidentais, entre os quais sete norte-americanos, dois franceses, dois britânicos e dois japoneses". A mesma fonte precisou que cinco dos reféns estão retidos na fábrica, que se encontra agora fortemente minada, enquanto que os outros 36 "estão num local de abrigo".

A agência de notícias argelina APS afirma por seu turno que apenas "pouco mais de 20" ocidentais estão na posse dos insurgentes, enquanto que a televisão pública norueguesa NRK afirma que a petrolífera estatal Statoil diz que cerca de 17 dos seus trabalhadores, 13 dos quais de nacionalidade norueguesa, estavam no local quando este foi ocupado pelos extremistas.

Este ataque surge numa altura em que os militantes islamitas do Sahara juraram vingança contra os interesses ocidentais, depois das suas forças no Norte do Mali terem sido atacadas pela França, que diz ter como objectivo "destruir os terroristas" presentes neste país. Como a maioria dos rebeldes integristas do Mali são de etnia tuaregue - que domina os desertos do Sahara - isto significa que uma região imensa que vai do Senegal à Líbia, passando pelo Níger e a Argélia, se tornou hostil aos interesses ocidentais.

Ao mesmo tempo, e também em retaliação contra a intervenção de Paris no Mali, o grupo islamita da Somália al-Shahab anunciou ter "condenado à morte" o refém francês que tem capturado há vários meses.

Ataques consecutivos

Segundo o ministério do interior argelino, citado pela BBC, às cinco da manhã (hora local) um grupo de três veículos rebeldes atacou um autocarro que transportava trabalhadores para o campo de gás de In Amenas, tendo sido repelido pela escolta do veículo. Durante o recontro, um estrangeiro perdeu a vida e outros dois ficaram feridos, enquanto dois polícias e dois agentes de segurança também sofreram ferimentos. A APS e a Reuters afirmam por seu turno que dois estrangeiros - um britânico e um francês - terão sido mortos.

"Depois desta tentativa falhada, o grupo terrorista dirigiu-se para as unidades residenciais do complexo e capturou vários trabalhadores com nacionalidade estrangeira", disse o ministério.

O Reino Unido já confirmou que "vários cidadãos britânicos" estão envolvidos "num incidente terrorista", enquanto que a Irlanda afirmou que um dos seus cidadãos foi raptado, estando Dublin "pronto a usar todos os recursos que tem disponíveis para garantir" que ele é libertado "o mais rapidamente possível". O grupo japonês JGC Corp. também admitiu que vários cidadãos japoneses foram capturados.

A situação agora é delicada para as autoridades argelinas, uma vez que os militantes ameaçam matar os reféns se o exército os tentar superar.

"Retomar a instalação seria fácil para o exército argelino, mas o resultado dessa operação seria desastroso", disse o porta.-voz da Aqmi.

Fonte: Económico

domingo, 30 de dezembro de 2012

Obama quer medidas de restrição de armas de fogo em 2013

EUA, armas, venda
Barack Obama, presidente dos EUA, declarou tencionar decretar medidas de restrição do porte das armas de fogo em 2013.


Obama disse ser cético relativamente à proposta da National Rifle Association (NRA) de assegurar guardas armados em cada escola.

O tiroteio numa escola primária do Estado de Connecticut, em 14 de dezembro, saldou-se na morte de 20 crianças e seis adultos. O lobbyarmeiro estadunidense declarou que aquela escola foi alvo precisamente porque o porte de armas ali estava proibido.

Obama expressou a certeza de que a maioria dos norte-americanos também é cética relativamente às declarações da NRA.

Fonte: Voz da Rússia

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Mãe de atirador se preparava para o “fim do mundo”

A mãe do atirador da escola Sandy Hook, em Connecticut, Nancy Lanza, era conhecida por ser uma “prepper” (preparadora). Ela estocava alimentos e armas em sua residência. Na última sexta-feira, os seus planos de sobrevivência chegaram ao fim. Adam Lanza matou a mãe e mais 25 pessoas, a maioria delas crianças.

Segundo o jornal The Guardian, Nancy estava se preparando para o pior: um colapso financeiro que poderia atingir os EUA em um futuro próximo.

De acordo com a sua irmã, ela tinha começado a estocar alimentos enlatados e tinha uma grande coleção de armas de fogo. Nancy também levava seu filho, Adam, para o campo de tiro local para treinar suas “técnicas de reação”.

Os chamados “preparadores” estão em destaque na mídia mundial com a série “Preparados para o Fim”, do National Geografic Channel, que mostra dezenas de norte-americanos e britânicos que se preparam para sobreviver a crise econômica, guerra civil, queda de um asteroide, explosão de um vulcão, entre outros eventos apocalípticos.

Para os preparadores, o colaspo financeiro deixaria o mundo caótico, sem lei, com pessoas se matando por comida.

Fonte: IAnotícia

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Vinte crianças e seis adultos assinados em escola primária dos Estados Unidos

Autor dos disparos também morreu. Há um corpo que foi encontrado fora da escola. No total, há 28 mortos.

Um tiroteio numa escola primária em Newtown, Connecticut, provocou pelo menos 27 mortos, incluindo 18 crianças, segundo a imprensa norte-americana. O atirador, de 24 anos, seria pai de um dos alunos e também terá assassinado a mãe, professora na escola. 

A polícia norte-americana não precisa o número de vítimas nesta fase. As autoridades apenas confirmam que um dos mortos é o autor dos disparos.

Numa breve conferência de imprensa à porta da Sandy Hook Elementary School, onde se deu o tiroteio, o porta-voz do governador do Connecticut, Dannel Malloy, e o chefe da polícia local informaram que primeiro serão as famílias a ser informadas de todos os pormenores.

Roy Occhiogrosso, porta-voz de Dannel Malloy, refere que o governador "está horrorizado" com a tragédia e que está reunido com os familiares das vítimas para lhes dar todos os dados conhecidos até ao momento. Já Paul Vance, da polícia local, confirma que o atirador está morto e que o local está agora seguro, depois de concluída uma busca às instalações.

O tiroteio ocorreu às 9h40, hora local, quando um homem entrou numa escola primária e começou a disparar contra crianças com idades entre os 5 e os 10 anos. Não são ainda conhecidas as motivações do atirador para este tiroteio na Sandy Hook Elementary School.

Entre os mortos estão também o director da escola e um psicólogo. Na altura do incidente estavam 600 crianças no local. Todas as escolas da localidade foram encerradas.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já falou com o director do FBI, Robert Mueller, e com Dannel Malloy, governador do Connecticut. A informação é confirmada por fonte da Casa Branca, citada pela Reuters. Obama expressou condolências para com as famílias das vítimas do tiroteio.

O último ataque do género nos Estados Unidos ocorreu em Julho, na estreia do filme "Batman", quando um homem disparou dentro de um cinema e fez 12 mortos e 58 feridos.

Fonte: Renascença


sábado, 8 de dezembro de 2012

Caso Carlos Castro e Renato Seabra: O mistério do quarto 3416

Dois meses de julgamento deixaram poucas dúvidas sobre o homicídio de Carlos Castro. O júri concluiu que Renato Seabra sabia que matar o cronista social estava errado.

Renato Seabra vê Carlos Castro aproximar-se, esticar cada um dos seus 160 centímetros e beijá-lo na boca. Tem 21 anos, conheceu-o há menos de uma hora e agora está sozinho com ele, num quarto do Hotel Sheraton, no Porto. Quatro dias antes, a 10 de outubro de 2010, recebera, no Facebook, um pedido de amizade e uma mensagem em que o cronista social se oferecia para ajudá-lo na sua carreira de modelo. No momento em que sente os lábios daquele homem 44 anos mais velho, pensa: "É a minha hipótese de conseguir coisas melhores na moda." E decide retribuir o beijo.

"Com esta decisão começa um percurso que termina com um evento catastrófico", dirá Jeffrey Singer, responsável por um dos relatórios de avaliação de responsabilidade apresentados pela defesa, durante o seu depoimento, na sala 572 do Supremo Tribunal de Nova Iorque, quase dois anos depois.

A descrição desse primeiro beijo será ouvida em silêncio por Renato. Não lhe deve ter sido fácil escutar alguns dos relatos das testemunhas que ajudaram a traçar o seu percurso até ao quarto de hotel nova-iorquino onde matou o amante, a 7 de janeiro de 2011. Mas, ao longo do julgamento que terminou na semana passada, o jovem nunca dirá uma palavra ou esboçará um gesto. Não reagirá sequer quando o seu advogado de defesa, David Touger, encenar o crime no tribunal, mutilando um corpo imaginário com um saca-rolhas ensaguentado.O namoro

Segundo os relatos de testemunhas, Renato Seabra ainda não trabalhara como modelo quando aceitou encontrar-se com Carlos Castro, embora já tivesse assinado um contrato com a agência Face Models, depois de entrar no programa À Procura do Sonho, da SIC. No dia em que conhece e beija o cronista, envia-lhe um sms à chegada a Cantanhede, onde mora com os pais: "Pensei em tudo que disseste e quero estar contigo." Dias depois, têm sexo, pela primeira vez, em Lisboa. 

Os encontros na capital multiplicam-se e os dois vão juntos a Madrid e a Londres. Renato regressa a casa com prendas e mostra fotografias amadoras, alegadamente de trabalhos, para justificar transferências bancárias (a mais alta de 1 100 euros). Carlos Castro promete-lhe levá-lo a Nova Iorque e, a 1 de dezembro, na Gala dos Travestis, diz, ao microfone: "Encontrei finalmente a minha alma gémea."

Os dois aterram em Nova Iorque a 29 de dezembro e instalam-se no quarto 3416 do Hotel InterContinental. Vão ao Madison Square Garden, onde jogam os New York Knicks, ao Radio City Music Hall, ao Rockfeller Center, à 5.ª Avenida. Carlos oferece a Renato um fato e uns sapatos Versace, dizendo-lhe: "É para usares num dia especial."

Ouvem as doze badaladas em Times Square. No primeiro dia do ano, encontram-se com uma amiga do cronista, Vanda Pires, que vive em New Jersey, e o seu namorado, Avelino Lima. Vanda acha o jovem "calmo e educado". Quando ele conta que gostaria de estudar em Londres, ouve o amigo oferecer-se para lhe pagar o curso. "O Carlos é a melhor coisa que me aconteceu na vida", solta Renato.

No dia 5 de janeiro, os quatro vão a Atlantic City. Vanda e Carlos põem a conversa em dia. Renato fica convencido de que os dois falam "em código" e que se referem a ele quando brincam sobre "pagar para ter sexo". Já passaram alguns dias desde a última vez que teve relações. Começa a achar o ato "nojento".

A zanga

Mais tarde, quando for ouvido por psicólogos, Renato contará que foi vítima de abusos sexuais em criança. "Mostra-se enfático na sua preferência por mulheres", segundo notas de Jeffrey Singer, mas descreve relações com dois primos.

Em Atlantic City, o jovem pede ao amante notas de cem dólares atrás de notas de cem dólares. E perde tudo. No regresso, quando estão a jantar hambúrgueres, dá-lhe comida na boca. "Era como uma lua de mel", recorda Vanda. Os quatro marcam jantar para o dia seguinte, no Pulino's, a pizaria preferida do cronista.

Na manhã seguinte, Renato está no ginásio, às 5 da manhã, mais cedo do que o habitual. Numa conversa telefónica com a mãe, Odília, conta ter dormido mal. "Deve ser da comida", comenta.

No final do dia, Vanda chega ao lóbi do hotel e encontra o amigo sozinho. "Acho que [o Renato] foi encontrar-se com umas raparigas", diz Castro. "Vou procurá-lo." Regressam juntos e sobem ao quarto por uns minutos. No carro, Renato pergunta-lhe: "Viste o chocolate que te deixei desembrulhado, com amor?" Mas o cronista corta, ríspido: "Cala-te! Não quero falar contigo."

No Pulino's, Renato pede vinho. Vanda e Avelino nunca o viram tão contente. Pelo menos três vezes, levanta-se e brinda: "Vamos celebrar!" Ninguém o acompanha. Quando Carlos vai à casa de banho, Vanda pergunta-lhe: "O que é que fizeste?" Renato sorri, mas não responde.

No elevador do hotel, aproxima-se de Carlos, que o afasta com uma mão. No dia seguinte, não falam, durante o pequeno-almoço. O cronista levanta-se quando Renato ainda está a beber leite. O jovem segue-o até ao quarto, pede cem dólares e sai do hotel.

Carlos Castro telefona a Vanda e desabafa: "Discutimos a noite toda. Ele disse-me coisas horríveis. Parecia outra pessoa, parecia que tinha dupla personalidade." Terá sido durante esta discussão que o jovem afirmou que já não era gay. Carlos conta que antecipou as viagens, para regressar a Portugal dentro de dois dias. "Porque não o metes num avião sozinho?", pergunta-lhe a amiga. Ele tranquiliza-a: "Quando chegarmos a Lisboa, cada um vai seguir o seu caminho."

O ataque

Às 12 e 41, a empregada de limpeza abre a porta do quarto e encontra o cronista de pijama, junto à janela. Antes de se ir embora, pergunta se está tudo bem. "Sim", responde-lhe o hóspede.

Um minuto depois, entra Renato. Carlos liga para Odília e passa o telemóvel ao filho, que diz: "Mãe, eu não posso falar, não posso falar, tenho de desligar." Odília telefona de volta, mas já só ouve o filho dizer: "Não atendas que é a minha mãe e ela não quer falar contigo."

Carlos diz que vai ligar a Vanda. Renato tenta impedi-lo e ele dá-lhe um estalo. O jovem agarra-lhe o pescoço por trás e atira-o ao chão. "Partiste-me o braço" são as últimas palavras do amante. Segundos depois, perde a consciência.

A partir daqui, a acusação defende que Renato reage influenciado "pela raiva e frustração" causadas pelo fim do namoro. A defesa argumenta que está dominado por um episódio maníaco que o coloca "numa missão do inferno".

O jovem agarra num ecrã de computador e atinge Carlos Castro na cabeça e no peito. Pega numa cadeira de metal e faz o mesmo com ela. Levanta uma garrafa de vinho tinto e acerta-lhe na cabeça. Salta várias vezes em cima da sua cara. Depois, segundo descreverá, imagina Carlos "a levantar-se e a pedir para lhe ir ao cu" e receia "não conseguir impedir que o vírus da homossexualidade se espalhe".

Olha o homem no chão, vermelho, negro, e percebe que ainda respira. Ouve o ofegar gutural daquele ser contorcido e acredita que é o diabo. "Como é que ainda está vivo?", pensa. "Achei que ia levantar-se e matar-me." Então, troca de sapatilhas e salta, uma, outra e outra vez sobre a cara de Castro, e despe-o. Agarra num saca-rolhas e corta-lhe os lábios e uma orelha. Rasga-lhe o escroto repetidas vezes.

Carlos Castro está vivo quando ele o arrasta pelo chão, espalhando sangue até à janela. Com as mãos, retira-lhe os testículos. Contará que as vozes que o guiam nesta missão ordenam-lhe que corte os pulsos "para se salvar". Depois, dizem-lhe para colocar os testículos nos pulsos e "absorver o seu poder", como se fossem um talismã.

Após o ataque, Renato fecha as cortinas. Arranca o fio do telefone e retira a bateria do telemóvel do amante. Cobre o corpo com um edredão. Toma duche, põe gel no cabelo e veste o fato Versace novo. Tira 1 647 dólares da carteira do amante, agarra no passaporte e na carteira. Antes de sair do quarto, guarda, no bolso, o seu porta-chaves com as palavras "Mr. Perfect" (Sr. Perfeito). Na porta, coloca o sinal "Do Not Disturb" (Não incomodar).

A loucura

No elevador, às 18 e 21, cruza-se com um homem e uma criança. No hall, encontra Vanda e a filha, Mónica. "Hesitante", como se estivesse "num torpor", Renato diz-lhes: "O Carlos não sai mais do quarto."

Junto à Penn Station, entra num táxi e pede: "Leve-me a um bom hospital." Minutos depois, pergunta ao motorista onde é que Nova Iorque guarda o seu lixo e solicita-lhe que sintonize a rádio numa estação de notícias. A defesa diz que o jovem procurava mensagens ocultas. A acusação acredita que tentava mudar para o plano B, o da insanidade. "Ainda estava a pensar se tinha tempo de voltar atrás e livrar-se do corpo."

No Hospital Roosevelt, é levado, de imediato, para observação. Às 22 e 10, o taxista ouve, na rádio, a descrição de Renato e liga para o 911. Por essa altura, uma multidão começa a chegar ao quarto 3416: primeiro um segurança, depois a polícia e os bombeiros e, ainda nessa noite, a procuradora, Maxine Rosenthal. São tiradas fotografias do quarto, feitas análises de ADN, entrevistadas testemunhas. No hospital, Renato confessa o crime.

Já todos sabem quem, e como, matou Carlos Castro. O grande mistério é: o que se passou na cabeça do jovem? São contratados especialistas (dois pela defesa, um pela acusação) que, durante horas, interrogam Renato. Fazem-lhe centenas de perguntas, sujeitam-no a uma dezena de testes e concluem, mais tarde, que diz a verdade.

Nas semanas seguintes, os médicos dos hospitais Roosevelt e Bellevue e da prisão de Riker's Island medicam-no à força. Apesar disso, veem-no a fazer flexões, despido e algemado a uma cama, a pedir a enfermeiras que se deitem com ele ou que o tratem por "Abacaba". Assina "Jesus", na lista da biblioteca, e surge vestido de cuecas e com um lençol ao pescoço, como se fosse um super-herói.

Os especialistas da defesa diagnosticam-lhe "desordem bipolar", agravada por um "episódio maníaco". O psicólogo da acusação encontra uma "desordem de personalidade não especificada". Mas perturbações mentais não o tornam inimputável: segundo a lei americana, é preciso provar que ele não sabia que os seus atos estavam errados.

O veredito

Quando o julgamento começa finalmente, a 5 de outubro deste ano, torna-se uma "batalha de especialistas", segundo a procuradora. Os três homens são questionados, em depoimentos que chegam a durar mais de quatro dias, sobre o que se passou na mente de Renato. A questão não tem uma resposta definitiva. Os jurados, nos corredores, mostram-se exasperados.

Maxine Rosenthal vai desaparecendo dentro dos seus monocromáticos conjuntos saia-casaco. No início do julgamento, o advogado de defesa, David Touger, aproveita cada oportunidade para influenciar o júri. Numa conversa com jornalistas, chega a dizer que "Renato pôs na boca os testículos de Castro" e a descrição surge nas páginas do tabloide The New York Post, mas, nos últimos dias, as suas palavras perdem vigor.

Oito semanas depois, defesa e acusação apresentam as alegações finais. Ambas apelam ao senso comum do júri. Rosenthal garante que a "atuação" do jovem é "digna de um Oscar". Touger encena o crime, ruidosamente, e pede aos doze americanos do júri que imaginem "um jovem, que todos descrevem como calmo e educado, em pé, no meio do quarto, com os braços esticados e os testículos sangrentos de Castro nas mãos".

O júri reúne. Se a decisão não for unânime, o julgamento terá de recomeçar. Seis horas depois, um papel chega à sala de tribunal. O funcionário lê que o júri chegou a um veredito e exclama: "A sério?"

Todos se ajeitam no banco. A sala enche-se. Renato entra, depois de duas semanas de ausência voluntária. Alguns jornalistas tentam filmar o momento e são expulsos. A porta-voz do júri levanta-se. Quando o juiz pergunta se chegaram a um veredito, está a chorar e soluça: "Culpado."

Seabra não reage. Uns minutos depois, olha para a mãe e ela estica uma mão na sua direção, pedindo-lhe calma. Quando é levado pela polícia, acena-lhe com a cabeça, como fez em todas as sessões. Odília coloca as mãos em posição de oração, encosta os dedos aos lábios, e envia um último beijo ao filho.

Fonte: Visão

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Americana não alcança orgasmo e agride namorado

Raquel teria agredido o parceiro por não conseguir atingir o orgasmo (Foto: Divulgação)
Raquel Gonzalez ficou brava por apenas seu parceiro atingir clímax. Após o sexo, mulher começou a bater e arranhar o namorado.

No estado americano da Flórida, Raquel Gonzalez, de 24 anos, foi presa ao agredir seu namorado após ter uma relação sexual em casa, alegando que apenas seu parceiro teria atingido o orgasmo.

A briga teria iniciado quando o namorado, Esric Davis, de 30 anos, teria alcançado o clímax, e Gonzalez ainda não, de acordo com o site “The Smoking Gun”. Quando percebeu isso, Raquel teria começado a agredir e arranhar Davis, causando ferimentos em seu rosto.

A mulher acabou acusada de agressão doméstica e encaminhada para a prisão do condado de Manatee, entretanto, a fiança ainda não foi estabelecida. Os policiais informaram ainda que um dos fatores que podem ter contribuído para a agressão pós-coito seria o consumo excessivo de álcool.

Fonte: G1

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Alemão de 34 anos: Queixa-se de ‘ex’ por tentar sufocá-lo com “seios enormes”

A queixa chegou às autoridades alemãs e fala em tentativa de homicídio. Um alemão diz que a ex-namorada obesa o tentou sufocar com “os seios enormes” depois de terem relações sexuais.

A vítima de 34 anos contou ao jornal ‘Bild’ que avançou com um processo judicial porque a mulher ter-se-á sentado sobre o seu abdómen e dito que o queria ver morto da forma “o mais confortável que possível”.

Depois de conseguir livrar-se da ex-companheira, o homem diz que teve de fugir para uma casa vizinha e que até chamou a polícia.

“Ela apertou a minha cabeça com toda a força e eu não conseguia respirar”, descreveu o alemão ao ‘Bild’.

Fonte: Correio da Manhã

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Grécia: Encontro entre gregos e alemães marcado por violência

Manifestação da Greve Geral: 7 arguidos, 15 detidos para identificação e 48 feridos

O balanço da manifestação dá conta de sete manifestantes detidos (já constiuídos arguidos) pelo crime de desobediência, que serão presentes amanhã em tribunal. As autoridades registaram ainda 48 feridos - 21 elementos da PSP e 27 manifestantes. A polícia deteve também para identificação 15 jovens junto à estação dos comboios do Cais do Sodré, após a segunda carga de hoje sobre os manifestantes, que tinham sido repelidos da praça junto ao Parlamento.

Passavam poucos minutos das 19:30 quando agentes à paisana detiveram para identificação os jovens, de ambos os sexos, tendo alguns sido algemados.

A ação da polícia foi realizada com a cobertura de carrinhas do Corpo de Intervenção e de brigadas de intervenção rápida, que se encontravam na faixa destinada aos transportes públicos da avenida 24 de Julho, junto à estação de comboios da linha de Cascais, onde se refugiaram alguns manifestantes.

A polícia realizou revistas e sete ficaram algemados no passeio.

Nas ruas adjacentes à avenida D. Carlos I registaram-se pequenas escaramuças entre manifestantes e polícias, continuando o arremesso de pedras contra os agentes da PSP.

Os pequenos incêndios na via pública foram extintos pelos bombeiros com a proteção da polícia.

Numa fuga desordenada e perseguidos pelas forças de segurança, os manifestantes saíram da avenida D. Carlos I em direção à avenida 24 de julho correndo entre os carros que circulavam nas faixas de rodagem.

Os manifestantes acabaram por encontrar refúgio nas estações de comboios e do Metro no Cais do Sodré.

O corpo de intervenção da PSP fez vários disparos no final da Avenida D. Carlos I , em Lisboa, para dispersar os manifestantes que ai se tinha concentrado depois de terem sido afastados do largo junto ao Parlamento. Os manifestantes estavam cerca das 19:20 a dispersar pela Avenida de Ceuta em direção ao Cais do Sodré. Segundo o DN apurou, a polícia está à procura de manifestantes no Cais do Sodré e na zona da Avenida 24 de Julho.

Os disparos foram feitos pelo corpo de intervenção e ainda por outros agentes que se encontravam em dois carros policiais junto à avendia 24 de julho.

Depois de a polícia ter dispersado os manifestantes que se concentraram durante horas junto à escadaria da Assembleia da República, arremessando pedras e outros objetos contra os agentes, a multidão encaminhou-se para avenida D. Carlos I, artéria de Lisboa onde foram incendiados vários caixotes do lixo e vidrões.

Os sapadores de Bombeiros de Lisboa foram apagando os fogos ateados por manifestantes a vários vidrões e caixotes do lixo da avenida D. Carlos I, sob a proteção de elementos do corpo de intervenção da PSP.

Carga policial às 18:20

A polícia iniciou cerca das 18:20 uma carga contra os manifestantes que se encontram junto à Assembleia da República, utilizando bastões e cães para afastar as pessoas da escadaria. Os elementos do corpo de intervenção da PSP, depois de ter avisado por megafone os manifestantes para dispersarem, desceram as escadas e avançaram com bastões para os manifestantes que atiravam pedras da calçada contra as forças policiais desde as 17:00. Depois da carga policial, numa das ruas adjacentes ao Parlamento, foram incendiados contentores do lixo.

Em resultado dos confrontos houve várias detenções e vários feridos, entre polícias e manifestantes estando neste momento varias artérias daquela zona de Lisboa cortadas.

Segundo o subcomissário Jairo Campos, porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa, a carga policial sobre os manifestantes ocorreu devido ao constante arremesso de pedras contra os elementos do corpo de intervenção.

Adiantou que a carga policial foi "a medida mais adequada para poder por termo á integridade física dos agentes que estavam na primeira linha e que foram provocados durante 45 minutos"

A PSP ainda não tem o balanço do número de detidos e de feridos, estando ainda a apurar esses dados. Segundo a PSP, várias ambulâncias do INEM estão a caminho do hospital.

O subcomissário Jairo Campos disse que após a carga policial os ânimos ficaram mais calmos.

Ainda segundo o subcomissário antes da carga policial, a PSP advertiu os manifestantes que a carga ia acontecer e momentos depois lançou três bombas de indicação de desordem pública.

Os agentes policiais avançaram em direção aos manifestantes dispersando-os em poucos minutos. As pessoas fugiram para as ruas em redor do Parlamento.

Em algumas dessas ruas foi ateado fogo a contentores do lixo que continuam a arder. Na avenida D.Carlos I há vários caixotes do lixo e vidrões em chamas.

Os manifestantes concentraram-se no final da avenida já perto do largo de Santos, junto ao Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa.

Ânimos exaltaram-se às 17:00

Durante a tarde os manifestantes concentrados à frente da Assembleia da República derrubaram as barreiras de proteção colocadas junto à escadaria e arremessaram objetos, incluindo pedras da calçada e balões cheios de tinta, para a polícia.

Os ânimos exaltaram-se cerca das 17:00 depois de terminada a manifestação da CGTP, tendo os manifestantes escrito no chão palavras de ordem e gritado "os ladrões estão lá dentro, a polícia está cá fora".

Depois de derrubadas as barreiras os manifestantes conseguiram subir sete ou oito degraus da escadaria, mas a PSP reforçou de imediato o policiamento com elementos do corpo de Intervenção e do grupo cinotécnico (agente e cão), formando duas barreiras de proteção.

Contudo, os manifestantes tentaram furar o cordão policial ao mesmo tempo que eram arremessadas pedras e garrafas contra os elementos do corpo de intervenção.

Algumas das pedras arremessadas pelos manifestantes fizeram ricochete nos escudos da polícia acabando por atingir algumas das pessoas que se manifestam junto à Assembleia da República.

Durante estes incidentes foram ouvidos alguns petardos.

A polícia tem respondido com bastonadas para afastar os manifestantes que se encontram na primeira linha. A meio da escadaria está um elemento da polícia a filmar a manifestação, concentrando-se na zona de onde são atiradas as pedras e garrafas.

Fonte: DN.PT



sábado, 3 de novembro de 2012

Merkel pede mais cinco anos de esforços

"Precisamos de austeridade para convencer o mundo de que vale a pena investir na Europa", afirmou Angela Merkel
A chanceler alemã considera que a crise da zona euro ainda está longe do fim, pelo que pede aos países membros mais austeridade e reformas estruturais.

A chanceler alemã, Angela Merker, defendeu hoje a austeridade e pediu muito esforço aos parceiros europeus durante os próximos cinco anos para que a crise económica e monetária seja ultrapassada.

"Necessitamos de um grande esforço, de mais cinco anos", disse a líder democrata-cristã, durante o congresso regional da CDU em Sternberg, o Estado federado de Mecklemborgo, no norte da Alemanha.

"Precisamos de austeridade para convencer o mundo de que vale a pena investir na Europa", disse Merkel.

A chanceler mostrou-se convencida de que a zona euro ainda está longe de superar a crise e sublinhou a necessidade de "grandes reformas estruturais", que devem "conseguir resultados para recuperar a confiança dos investidores e impulsionar outra vez a economia europeia.

Há muitos investidores que pensam que na Europa não cumprimos as nossas promessas" assinalou Merkel, que insistiu e instou os governos europeus a cumprirem de forma consequente as exigências em matéria de consolidação orçamental e redução da dívida.

A chanceler alemã visita Portugal no dia 12 de novembro.

Fonte: Económico

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Incentivo ao Desemprego: Novas regras do despedimento já estão em vigor

Não são iguais para todos, mas reflectem, em geral, uma “poupança” para o empregador. A data do contrato de trabalho vai determinar a indemnização a receber.

A partir de hoje, as indemnizações por despedimento vão ficar mais baratas. Com as alterações ao Código do Trabalho, as regras mudam, mas a maneira como vão ser aplicadas não é igual para todos os trabalhadores: depende da data de celebração dos contratos de trabalho. 

As indemnizações por despedimento vão baixar de 30 para 20 dias por cada ano de trabalho na empresa. Para quem assina um contrato a partir deste 1 de Novembro, a compensação, nessa eventualidade, segue a regra geral, mas não pode ser superior a 12 vezes a retribuição base mensal e diuturnidades ou a 240 salários mínimos, ou seja, 116.400 euros. 

Mas, para quem já tem contrato de trabalho há mais tempo, as fórmulas a aplicar são diferentes. 

O tempo de permanência na empresa até 31 de Outubro de 2012 vale 30 dias por cada ano de trabalho. Depois desta data, passa a 20 dias. E também tem como tecto os 12 salários mensais acrescidos de diuturnidades ou os 116.400 euros. 

Com uma excepção, uma vez que o legislador optou por salvaguardar os direitos adquiridos pelos funcionários mais antigos: se o trabalhador, em 31 de Outubro, já tiver direito a uma indemnização superior, porque tem mais de 12 anos de casa, mantém esse direito, mas a partir dessa altura não acumula, por muitos que sejam os anos que continue a trabalhar nessa empresa. 

Por exemplo, alguém que em 31 de Outubro de 2012 trabalhe há 18 anos numa determinada empresa, em caso de despedimento, recebe uma indemnização equivalente a 18 salários e diuturnidades, mesmo que a cessação de contrato ocorra daqui a vários anos. 

Caso diferente é o de um trabalhador com 10 anos de casa a 31 de Outubro. Até essa data, cada ano vale 30 dias, depois passa para 20. E, em caso de despedimento, é aplicada esta fórmula mista mas a verba final não pode passar o equivalente a 12 ordenados mensais ou a 240 salários mínimos.

Fonte: Radio Renascença

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

As cidades mais mortais do mundo são...

Ciudad Juárez ganhou a sua sinistra reputação em resultado da guerra entre os cartéis de droga de Juárez e de Sinaloa
Os municípios latino-americanos somam 40 das 50 capitais mundiais do crime, e só quando chegamos ao número 21 é que uma cidade fora da América Latina surge na lista.

Viver na América Latina, ao que parece, pode ser mau para a saúde. Uma combinação de drogas, crime organizado e governos que estão, às vezes, mal equipados para enfrentar os desafios mostrou ser letal, deixando um rasto de violência um pouco por toda a América Latina. Do Brasil às Honduras, passando pelo México, concluiu o think tank mexicano Conselho de Cidadãos para a Segurança Pública e a Justiça Criminal. 

Segundo o seu ranking, as dez cidades com as taxas mais altas de homicídios do mundo situam-se todas na América Latina. O estudo só inclui cidades onde existem estatísticas de homicídios, o que significa que cidades que enfrentam sangrentas guerras civis para as quais é impossível recolher estatísticas fiáveis - como Alepo, na Síria, por exemplo - não foram incluídas na lista.

Segue-se um olhar sobre a violência que se tornou rotina na vida destas cidades, tendo sido incluídas algumas fora da América Latina que entraram no top 50 para se perceber como os factores por trás da violência diferem em alguns casos e noutros permanecem infelizmente os mesmos.

1. San Pedro Sula, Honduras
Quando a Colômbia atacou o infame narcotráfico no final dos anos 1980, o negócio da droga mudou-se para norte, para o México. Mas desde que o Presidente mexicano, Felipe Calderón, declarou guerra aos cartéis da droga em 2006, a paragem seguinte para os traficantes foi as Honduras. Quase 80% da cocaína que viaja da América do Sul para a América do Norte agora pára nas Honduras, trazendo com ela uma vaga de violência relacionada com os gangs e as drogas. A taxa de homicídios das Honduras é actualmente a mais alta do mundo e a taxa de homicídios de San Pedro Sula é a maior das Honduras, com 159 assassinatos por cem mil habitantes em 2011. Por comparação, a taxa de homicídio de Detroit é de 48 por cem mil habitantes. Localizada no Noroeste das Honduras, San Pedro Sula é o principal centro industrial e a segunda maior cidade do país. Mas, ultimamente, o papel económico da cidade foi largamente ensombrado pela violência. 

2. Ciudad Juárez, México
Esta cidade fronteiriça - é um ponto de partida da droga que entra nos Estados Unidos - tem estado sempre no topo das tabelas das cidades mais perigosas do mundo. Juárez ganhou a sua sinistra reputação em resultado da guerra entre os cartéis de droga de Juárez e de Sinaloa, que matou seis mil pessoas entre 2008 e 2010. Os cartéis e a corrupção entre a polícia e o governo local transformaram Juárez numa cidade-fantasma. Este ano tem havido sinais de que a violência está a diminuir: durante o seu auge, a guerra dos cartéis chegou a produzir 300 corpos por mês, mas nos primeiros sete meses deste ano o número de homicídios foi de 580, segundo o jornal The Washington Post. Os observadores atribuem este declínio ao triunfo do cartel de Sinaloa sobre o de Juárez na guerra pelo controlo da cidade. Ainda assim, com uma taxa de 148 homicídios por cem mil habitantes, Juárez assegura o segundo lugar desta lista.

3 Maceió, Brasil
As autoridades brasileiras querem transformar este antigo porto e produtor de açúcar num destino turístico, apostando na sua linha costeira de areias macias. O esforço, porém, tem sido destruído por uma taxa de 135 homicídios por cem mil habitantes. As autoridades de Maceió - a capital do nordestino estado de Alagoas - dizem que o aumento da violência (a taxa de assassínios subiu 180% em dez anos) se deve à crescente presença de crack e cocaína nas favelas à volta da cidade. Talvez para assegurarem que o dinheiro dos turistas continua a entrar, as autoridades também dizem que a maior parte das vítimas são toxicodependentes que são mortos por não pagarem as suas dívidas. 

4. Acapulco, México
Conhecida em tempos pelas suas praias, hotéis de luxo e clubes nocturnos que atraíam clientes como Frank Sinatra e Elizabeth Taylor, Acapulco não escapou à violência relacionada com o tráfico de droga que abocanhou todo o México e é hoje a segunda cidade mais violenta do país. Tem 128 homicídios por cem mil habitantes. A luta pelo domínio do estado de Guerrero levou a que houvesse tiroteios na zona que, outrora, foi a principal área de resorts de Acapulco. E em vários dos lugares mais selectos da cidade foram encontradas cabeças decepadas. Inevitavelmente, o turismo foi afectado: o dirigente da associação de agências de viagens de Guerrero estima que em Novembro de 2010 o turismo proveniente do Canadá e EUA caiu entre 40% e 50%. 5. Distrito Central, Honduras
É constituído pela capital, Tegucigalpa, e pela cidade vizinha de Comayaguela, e foi engolido pela mesma dinâmica da violência - droga, gangs, desigualdade - de San Pedro Sula, a norte do país. A morte é de tal forma um lugar-comum que, este ano, o presidente da câmara começou a oferecer enterros aos pobres; cansou-se de ver tantos corpos dentro de sacos de lixo. Os gangs, a corrupção e a pobreza estão há muito presentes nas Honduras, mas o que fez escalar a violência para níveis nunca vistos foi o novo papel das Honduras - é uma das principais artérias no contrabando de drogas entre o Sul e o Norte. Um golpe de Estado em 2009 gerou o caos político e deu força aos traficantes. No mesmo ano, o responsável pela guerra ao narcotráfico foi morto dentro do seu carro em Tegucigalpa. O Distrito Central tem uma taxa de cem homicídios por cem mil habitantes.

6. Caracas, Venezuela
Os chamados "malandros" - gangs de jovens que, como galos ao poleiro, guerreiam entre si pelo controlo da venda de drogas e das apostas - transformaram a capital da Venezuela num palco de guerra. Em 2011, Caracas assistiu a 3164 homicídios - um número vertiginoso que fica ligeiramente aquém do número de fatalidades sofridas pela coligação que esteve no Afeganistão durante os dez anos de conflito naquele país. As autoridades venezuelanas têm sido acusadas de falsificar o número de homicídios, e o número actual é bastante superior ao que está nas estatísticas oficiais. Para piorar a situação, mais de 90% dos crimes de morte da Venezuela ficam por solucionar. Não admira, pois, que a escalada na violência tenha sido o tema principal da campanha de Henrique Capriles, que concorreu contra Hugo Chávez nas eleições presidenciais e acusou este de não conseguir parar o derramamento de sangue. (Chávez foi reeleito; desde que chegou ao poder, em 1998, a taxa de homicídios duplicou.) Os especialistas dizem que a combinação do fácil acesso a armas, da cultura de violência entre os jovens e da falta de acção policial e judicial criou uma tempestade perfeita e deixou a Venezuela com uma taxa de 99 homicídios por cem mil habitantes.

7. Torreón, México
Vítima da guerra do narcotráfico, a cidade de Torreón é palco de lutas de morte constantes, à medida que os barões da droga guerreiam pelo controlo de uma lucrativa rota de escoamento de produto na fronteira norte do México. No ano passado, a cidade teve 88 homicídios por cem mil habitantes. Num só domingo de Julho, dez pessoas foram mortas na cidade. A guerra tem-se vindo a intensificar e tornou-se cada vez mais difícil para o cidadão comum escapar dela.

8. Chihuahua, México
Situada na fronteira do México com o Texas, é uma zona-chave no transporte da cocaína para os Estados Unidos da América. Por isso, é um campo de batalha dos cartéis interessados em controlar as rotas da droga. A violência em Chihuahua tornou-se imparável, chegando a 83 homicídios por cem mil habitantes. No dia 15 de Abril, por exemplo, dez homens com fardas de combate entraram num bar e abriram fogo, matando 15 pessoas, entre elas dois jornalistas, Francisco Javier Moya, antigo director de informação da estação de rádio da Ciudad Juárez, e Hector Javier Salinas Aguirre, proprietário de um site de notícias. Quase 50 jornalistas foram mortos no México desde que o Presidente [em fim de mandato] Felipe Calderón chegou ao poder, em 2006. Os cartéis aumentaram os ataques contra jornalistas que ousaram noticiar a guerra da droga.9. Durango, México
Em 2011, a violência da guerra do narcotráfico no México atingiu a sua máxima expressão com a descoberta de uma série de valas comuns (fossas, chamam-lhe os mexicanos) no Norte da cidade de Durango. As autoridades descobriram uma delas nas traseiras de uma casa de luxo e outra no parque de estacionamento de um pequeno supermercado abandonado. No total, continham 340 corpos e os habitantes da cidade tiveram de se submeter a testes de ADN para saberem se os seus familiares desaparecidos estavam entre os mortos. Mas descobrir os crimes é uma coisa, outra muito diferente é punir os responsáveis. "Qualquer pessoa que saiba o que se passou nunca falará, por medo", disse a um jornalista o porta-voz do promotor público estadual. Pressionado a dizer de quem é a casa de luxo, perguntou ao jornalista: "Quer que eu ainda esteja vivo amanhã?" Em 2011, Durango tinha uma taxa de homicídios de 80 mortes por cem mil habitantes.

10. Belém, Brasil
Com a cocaína a chegar da Bolívia, da Colômbia e do Peru, Belém tornou-se um posto de trânsito natural para os traficantes sul-americanos. A droga entra na cidade através da densa floresta amazónica. Viaja primeiro de avião, depois de barco e, finalmente, é distribuída para outras cidades brasileiras, europeias e norte-africanas. O que torna Belém - onde a taxa de homicídio é de 78 mortos por cem mil habitantes - uma naco de terra muito atractivo, com a violência a aumentar na mesma proporção da importância da cidade para o narcotráfico, à medida que o Brasil enriquece, os seus habitantes consomem mais cocaína. O Financial Times chamou ao aumento de consumo de cocaína no Brasil - ali se consome 18% do produto disponível em todo o mundo - o "dano colateral mais preocupante do boom de consumo" neste país.

21. Nova Orleães, EUA
Esta cidade fez um esforço colossal para se reconstruir depois da devastação provocada pelo furacão Katrina, em 2005. Mas a taxa de homicídios - 50 por cem mil habitantes - teima em manter-se a mais alta dos EUA. A cidade sofre da mesma pobreza e do fácil acesso a armas que outras capitais de assassínios, mas não é conhecida por ter os gangs organizados que existem nas outras. Um relatório do governo de 2011 concluiu que os assassínios em Nova Orleães se devem a disputas pessoais que ficam incontroláveis. "Fins extraordinários para conflitos banais", disse o superintendente da polícia local, Ronal Serpas. O governo local tentou travar esta matança enviando agentes com a missão de arrefecer o ambiente nas ruas depois de tiroteios, evitando retaliações. Porém, no que toca a homicídios, a cidade continua a destacar-se de todas as outras dos EUA.

33. Kingston, Jamaica
Kingston tem a mais elevada taxa de homicídios das Caraíbas. A cidade é, há décadas, refém dos gangs - sobretudo os bairros de West Kingston e Grants Pen. Mas as atenções voltaram-se novamente para a violência quando o governo local decidiu adoptar uma política de confronto aos gangs. A caça ao homem feita contra um dos mais conhecidos criminosos, Christopher Coke, foi notícia em todo o mundo em 2010, tendo deixado 70 pessoas mortas nos Tivoli Gardens, onde Coke estabelecera a sua praça forte. As autoridades dizem que a nova abordagem está a resultar e que se deve a ela a descida do crime em 60%. Outros consideram que o resultado da iniciativa foi o aumento do número de mortes. Os EUA continuam a advertir os viajantes com destino à Jamaica, sublinhando que, "apesar de a maior parte dos crimes ocorrer em zonas pobres, os actos de violência como tiroteios podem ocorrer em qualquer parte". Por cada cem mil habitantes, há 47 homicídios em Kingston.44. Mosul, Iraque
Mosul - a cidade com a taxa de homicídios mais alta do Médio Oriente, 35 por cem mil habitantes - é a morada de uma volátil luta sectária entre curdos e sunitas. Tendo sido um dos últimos bastiões urbanos da Al-Qaeda, Mosul, que integra uma vasta região rica em petróleo, tem sido palco de constantes ataques terroristas e é uma das cidades de mais difícil acesso do Iraque desde a retirada dos EUA em 2011. Militantes continuam a realizar ataques contra o governo xiita da cidade. As divisões obrigam as forças de segurança a lutarem, volta e meia, para controlarem a cidade - em Abril de 2011 cinco soldados iraquianos e três outras pessoas morreram num ataque suicida. No mesmo ano, a taxa de homicídios foi de 35 por cem mil habitantes.

Fonte: Público

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

China: Professora bateu mais de cem vezes em crianças durante 30 minutos

Foram mais de 100 as agressões, entre bofetadas e pontapés, que uma professora infligiu a crianças de 5 e 7 anos, num infantário ilegal, situado no Norte da China. A educadora foi detida e o estabelecimento encerrado. Veja o vídeo (as imagens podem chocar os leitores mais sensíveis).

As imagens das agressões foram capturadas por uma câmara colocada no interior de uma sala do jardim de infância Blue Sky, em Taiyuan, na província chinesa de Shanxi, no Norte do país.

Nas imagens, vê-se a professora, Li Zhuqing, agredir uma criança de 5 anos, a quem causou, alegadamente, lesões nos olhos, avança a Imprensa local, e mais três crianças de 7 anos.

O pai de da menina que ficou com lesões oculares disse ao jornal "China Daily" que Li Zhuqing "além de bofetadas, deu pontapés com força". Agora, o encarregado de educação exige uma indemnização de mais de 60 mil euros. "Ela não devia ser professora. É um monstro", classificou.


A educadora agrediu a criança depois de a menina lhe dizer que não sabia qual era o resultado da soma de dez mais um. Quando chegou a casa, com a cara inchada e hematomas, o pai exigiu ver as imagens das aulas e o caso foi denunciado.

Entretanto, a polícia deteve a professora e encerrou a escola, que funcionava sem licença. A Blue Sky acolhia um total de 43 crianças que foram reencaminhadas para outros infantários.

O caso levou as autoridades a avançar com uma inspeção mais profunda sobre os infantários locais e foram descobertos cerca de 200 a funcionar ilegalmente.

Um dos responsáveis pela pasta da Educação na província de Shanxi, Wang Shuhong, admitiu que não existem infantários legais suficientes para todas as crianças.

Fonte: Jornal de Notícias

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Tentativa de atentado evitada no centro de Nova York

FBI, terrorismo, Nova York, EUA
Em Nova York, por suspeita de tentativa de explosão na frente do edifício do Banco da Reserva Federal foi preso um habitante de Bangladesh de 21 anos.

O jovem veio aos EUA para cometer um ataque terrorista, relata o FBI.

O terrorista foi detido ao tentar fazer explodir um caminhão que, em sua opinião, estava cheio de explosivos pesando meia tonelada. O FBI alega que o homem não era uma ameaça porque estava sob constante vigilância.

Segundo dados da investigação, desde Janeiro de 2012 o criminoso estava procurando contatos para realizar seu ataque. Entre as pessoas com quem ele contatou havia um informante do FBI.

Fonte: Voz da Rússia

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cleveland, EUA: Motorista de autocarro agride passageira e atira-a porta fora

A vida de motorista de autocarro não será fácil e a paciência de Artis Hughes, motorista do sistema de transportes de Cleveland, nos EUA, foi testada até o limite. Após uma acesa discussão com uma passageira que se teria esquecido do passe, Artis levantou-se, deu um murro a Shidea N. Lane e atirou-a para fora do autocarro.

Não se sabe como começou, mas a discussão entre o motorista foi gravada em vídeo por outro passageiro, durante uma viagem no mês passado. Durante cerca de três minutos, Shidea berra e gesticula com o motorista, alegadamente por este não a ter deixado entrar no autocarro sem pagar, já que garantia ter-se esquecido do passe em casa.

A troca de insultos e ameaças continuou até que o motorista se cansou da situação e resolveu terminar a discussão de forma violenta. Ainda antes de agredir a passageira, Artis anunciou: "Ela quer ser um homem, vou tratar-te como homem". Após esta frase, o homem levantou-se, deu um murro à passageira e atirou-a pela porta fora sob protesto dos outros clientes que se encontravam no autocarro.

Artis Hughes foi suspenso pela empresa de transportes de Cleveland e o caso está agora a ser investigado.


Fonte: Jornal de Notícias

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Cavaleiro investe contra Manifestantes Anti-Tourada na Torreira

Imagens captadas pelo vídeo da Ribeirinhas TV, que foi disponibilizado através da rede social Youtube
A associação Animal anunciou ter apresentado uma queixa na Guarda Nacional Republicana da Murtosa, Aveiro, contra o cavaleiro Marcelo Mendes, por alegadamente hoje ter abalroado manifestantes que protestavam contra a realização de uma tourada na praia da Torreira.

Numa nota publicada na rede social Facebook, a associação diz que, quando exerciam o seu direito constitucional à manifestação, sentados com os seus cartazes, cerca de 40 manifestantes "foram literalmente abalroados pelo cavaleiro tauromáquico Marcelo Mendes".

"Foram momentos de pânico, em que as pessoas tiveram que fugir para não serem feridas pelo animal que era conduzido para cima delas", descreve a associação, acrescentando, contudo, que "não houve nenhum dano físico de maior".

Na mesma nota, a Animal diz que tudo fará para esta situação não ser esquecida, lembrando que já em 2002 o cavaleiro tauromáquico Luís Rouxinol "teve uma atitude semelhante, tendo magoado gravemente alguns ativistas".

A tourada realizada hoje à tarde na praia da Torreira, na Murtosa, gerou uma onda de contestação e levou a Junta de Freguesia a negar o envolvimento na iniciativa.

Em comunicado, a Junta diz que o seu logótipo "foi abusivamente colocado no cartaz ao lado do município, que foi quem autorizou a realização" da tourada.

A Junta de Freguesia afirma ainda ter apresentado o seu protesto junto do responsável, que terá apresentado desculpas por tal facto.

Na internet circulou uma petição, que recolheu mais de 300 assinaturas, a condenar a realização deste tipo de iniciativas na Murtosa, alegando que o concelho "não tem, nem nunca teve, tradição de touradas".

O cartel da tourada, que se realizou numa praça de touros improvisada junto ao parque de campismo, foi composto pelos cavaleiros Joaquim Bastinhas, Brito Paes e Marcelo Mendes, estando as pegas a cargo dos forcados Amadores de Cascais e de Coimbra.


Fonte: DN.PT

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