Os juros de Portugal descem hoje em todos os prazos. Depois de ter ontem superado os 20%, a taxa a 3 anos cai mais de 100 pontos.
A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal está hoje a aliviar, depois dos novos máximos registados ontem.
Sinal disso é que o juro das Obrigações do Tesouro (OT) a 3 anos cai 113 pontos até aos 18,74%, de acordo com dados da Bloomberg, depois de ter ontem superado os 20%. Pelo mesmo caminho segue a 'yield' das OT nacionais a cinco anos, que desliza até aos 16,23%, graças a uma queda de 106 pontos base.
Esta tendência de queda é comum aos juros de todas as maturidades, inclusivamente nos prazos mais longos, sendo que a taxa a dez anos recua para 12,68%.
No mesmo sentido, os juros dos títulos de dívida italianos a 10 anos - que renovaram esta manhã máximos de sempre nos 5,88% - seguem em queda, com a taxa a recuar para 5,55%. A preocupação dos investidores com um possível contágio da crise da dívida soberana à Itália está a assustar os mercados internacionais. A terceira maior economia da zona euro enfrenta desafios para controlar o défice com um plano de austeridade no valor de 40 mil milhões de euros a ser executado até 2014.
Mas entre os periféricos é a Grécia que está a ser mais castigada. O juro das OT a três anos avança mais de 72 pontos para 30,45%. Isto mesmo depois de os ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) terem decidido ontem, ao fim da noite, manifestar "a disponibilidade" para aumentar o grau de "flexibilidade e o âmbito" do Fundo de Estabilização Financeira da zona euro, admitindo a recompra de dívida pública, o "prolongamento das maturidades dos empréstimos" e "uma redução das taxas de juro".
Seguro contra 'default' de Portugal é o que mais cai
O preço dos ‘credit default swaps' (CDS) sobre as OT nacionais a cinco anos - uma forma de avaliar o risco de incumprimento do país -, cai 73 pontos para 1.061 pontos base. É a descida mais acentuada em todo o mundo, de acordo com o monitor da Bloomberg que acompanha 59 países. Grécia, Irlanda, Espanha e Itália completam o 'top 5' das maiores quedas de risco de 'default'.
Fonte: Económico
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