
O Fundo Monetário Internacional (FMI) deve ser a única autoridade de classificação da dívida soberana, podendo as agências de notação financeira opinar sobre a nota, defendeu hoje um grupo de economistas franceses.
"A notação dos países soberanos é um bem colectivo", disseram hoje os membros do Círculo de Economistas, um grupo de trinta especialistas da banca e de empresas francesas, considerando por isso que "para os estados, a única autoridade neutral e competente neste terreno é o FMI".
"As agências de notação financeira podem expressar a sua opinião excepto sobre países que estejam a beneficiar de programas de apoio do FMI", precisaram os economistas, que hoje terminaram uma reunião em Aix-en-Provence, sudeste da França.
Na declaração final do encontro, os economistas defendem que a Europa "deve fixar regras rigorosas de intervenção das agências de notação financeira nas dívidas soberanas", assinalando que os mercados revelaram "imperfeições" vinculadas a "assimetrias de informação".
Os economistas - na maioria professores de universidades e técnicos de instituições públicas - consideraram que a crise da dívida soberana que atravessa a Europa "requer reactividade" total.
"Esse não é hoje o caso. É verdade que a Europa se mostrou comprometida, mas a sua capacidade de reagir não é rápida nem eficaz", disseram.
"Daí a exigência de ter uma personalidade a cargo e, por esse motivo, apoiamos a proposta do presidente do Banco Central Europeu (Jean-Claude Trichet) de criar o cargo de ministro das Finanças europeu".
Por outro lado, defenderam que é preciso "permitir que a zona euro tenha uma emissão comum de obrigações (eurobonds). Esta dívida será provavelmente mais líquida e aumentará as possibilidades de financiamento", consideraram os especialistas.
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