União Europeia em alerta máximo, agora que a crise chegou à terceira maior economia da zona euro.
A crise da dívida soberana não dá descanso aos responsáveis europeus. Agora é a Itália, a terceira maior economia da zona euro, a fazer soar os alarmes.
De acordo com a Reuters, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, convocou para amanhã de manhã, em Bruxelas, uma reunião de emergência em que estarão presentes vários altos responsáveis comunitários: os presidentes do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, da Comissão Europeia, Durão Barroso, bem como o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, num encontro que antecede em algumas horas a reunião mensal dos ministros das Finanças da zona euro.
Em causa está a súbita degradação das finanças italianas na última sexta-feira. Os juros da dívida transalpina dispararam para valores históricos, ao mesmo tempo que as acções do principal banco do país se afundaram devido aos rumores de que esta instituição financeira poderá chumbar nos testes de stress à banca europeia, que serão divulgados dentro de alguns dias. Uma tendência de queda acompanhada pela bolsa de valores italiana.
Apesar de ter uma dívida elevada e uma economia pouco dinâmica, a Itália tem conseguido manter-se fora do radar dos mercados, mas se esta situação se alterar e a degradação se mantiver ao ritmo registado antes do fim-de-semana, levando Roma a imitar Portugal no recurso à ajuda europeia, a zona euro poderá estar perante uma ameaça de uma dimensão para a qual os mecanismos de defesa criados até ao momento são claramente insuficientes.
Na opinião de João Duque, presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), esta é uma notícia preocupante. Pela urgência da convocatória e porque seria natural que os líderes europeus estivessem preocupados com Espanha, não com Itália.
O presidente do ISEG admite que par Portugal não são boas notícias, mas até podem beneficiar a economia nacional porque pode ser delineada uma solução global para a crise da dívida.
De recordar que o “incêndio” grego ainda não foi apagado e Portugal e Irlanda permanecem uma preocupação.
Fonte: Renascença
Fonte: Renascença
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