A empregada de hotel que acusou Dominique Strauss-Kahn (DSK) pode vir a ser acusada de perjúrio por, alegadamente, ter mentido sob juramento. Mas, antes mesmo de poder vir a ser condenada, a empregada arrisca ser deportada, pois há indícios de que mentiu quando pediu asilo aos EUA.
A suposta vítima de DSK está debaixo de forte escrutínio desde que os procuradores de Nova Iorque admitiram em tribunal que encontraram falhas na sua versão dos factos e no seu passado que prejudicam seriamente a sua credibilidade enquanto testemunha, escreve o Daily Telegraph. A funcionária disse a um grande júri que fugiu para o átrio do hotel quando o ex-director do Fundo Monetário Internacional a tentou obrigar a fazer sexo oral. Mas, entretanto, mudou a versão e admitiu que, após o incidente, foi limpar outro quarto e ainda regressou aos aposentos de DSK, para terminar as limpezas, antes de ter reportado o incidente ao supervisor.
Prejudiciais são também as informações, publicadas por tablóides nova-iorquinos, de que a funcionária vendia sexo em troca de dinheiro aos clientes do hotel Manhattan Sofitel. E depois do alegado incidente com DSK, foi gravada pela polícia, numa conversa com um traficante de droga do Arizona, a dizer: "Não te preocupes, este homem tem muito dinheiro, eu sei o que estou a fazer." A imprensa francesa diz que ela, oriunda da Guiné, e ele, nacional do Gabão, casaram no ano passado.
Kevin Johnson, o decano da escola de direito da Universidade da Califórnia e perito em leis da imigração, afirmou que o "Departamento de Segurança Interna poderá tentar reabrir o processo do asilo da funcionária com base nas suspeitas de que ela mentiu no pedido e, em último caso, considerar que ela deve sair do país": "É um caso extraordinário e consigo imaginar o Departamento a ir atrás dela."
Evelyn Cruz, especialista em leis da imigração da Universidade Estatal do Arizona, considera mesmo que o processo contra a empregada será mais rápido se as autoridades optarem por colocar em causa a sua capacidade para permanecer no país.
Fonte: DN.PT
Fonte: DN.PT
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