quinta-feira, 16 de junho de 2011

Risco da Grécia, Irlanda e Portugal atinge novos recordes

Preço dos CDS portugueses sobre OT a cinco anos está em novos máximos.
Um seguro contra o eventual incumprimento de Portugal já custa mais de 800 mil euros por ano.

A percepção de risco da parte dos investidores em relação aos países periféricos está hoje a agravar-se para novos recordes, devido aos receios de que a crise de dívida europeia se está a agravar.

Sinal disso é que o preço dos credit-default swap (CDS) sobre obrigações gregas a 5 anos dispara 280 pontos até aos 2,05 milhões de euros anuais, a subida mais expressiva no monitor da Bloomberg para 59 países.

No mesmo sentido, o preço dos CDS sobre obrigações portuguesas com a mesma maturidade agrava-se em 17 pontos para 814 mil euros anuais, e também o preço dos CDS irlandeses sobe 36 pontos para valer mais de 802 mil euros, de acordo com dados da CMA. Os valores correspondem a novos máximos para os três países.

Sinal de nervosismo é também o facto de o juro das obrigações a 3 anos portuguesas ter hoje superado os 14%, enquanto a 'yield' a 2 anos se mantém muito próxima dos 13%.

Também os juros das obrigações gregas se agravam em todos os prazos, estando acima dos 29% nos prazos a 2 e 3 anos. 

Tudo isto num dia em que aumentam os receios dos investidores de que a Grécia vai entrar em incumprimento caso não consiga aprovar as medidas de austeridade de que precisa para ter direito à próxima ronda dos empréstimos internacionais.

Ontem, o primeiro-ministro grego, George Papandreou anunciou que iria hoje avançar com uma remodelação do seu governo e depois tentar um voto de confiança por parte do grupo parlamentar, num dia em que a Grécia enfrentou uma nova greve geral. Foi um sinal que aumentou a especulação no mercado de que a nova vaga de austeridade que se propõe implementar estão em risco.

"Um falhanço em conseguir acordo político na Grécia vai arriscar a próxima tranche dos empréstimos, que deveriam ser pagos no final do mês", comentou Gary Jenkins, especialista na Evolution Securities, à Bloomberg. "Se não for resolvido então poderá resultar num 'default' do país em meados de Julho", acrescentou o mesmo perito.

Fonte: Económico

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